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2020-12-30 às 14h33

Dois mil hectares do Pinhal de Leiria já regeneraram naturalmente

Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, visita a Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande, 30 dezembro 2020 (Foto: Paulo Cunha/LUSA)
O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, referiu a importância da regeneração natural do Pinhal de Leiria, após o incêndio de outubro de 2017, acrescentando que já renasceram dois mil hectares e que há a expectativa que ainda venha a existir mais.

Durante uma visita ao Pinhal de Leiria, na Marinha Grande - cujo incêndio de 2017 consumiu cerca de 85% desta mata nacional - o Ministro destacou a existência no local de «pinheiros com dois anos de vida e, também, pinheiros muito jovens, que acabaram de rebentar há poucos meses».

João Pedro Matos Fernandes afirmou também que, até ao final desta legislatura, haverá uma «intervenção em praticamente toda a área de pinhal, seja nos mais de 2.500 hectares» que vão ser plantados, seja nos «ainda dois mil hectares» que se espera que venham a ter «regeneração natural».

«Há uma coisa que não temos dúvidas: os melhores pinheiros que poderão vir a existir no Pinhal de Leiria são mesmo os que já cá existiam, as sementes de pinheiros que aqui estão. Por isso, devemos fazer mais este ciclo de espera. O ideal é que os pinheiros do futuro sejam filhos dos pinheiros do passado, que aqui lançaram sementes», reforçou.

O Ministro disse ainda que está prevista a conclusão da plantação desta mata nacional é «até ao final de 2023» e que é preciso aproveitar as sementes dos pinheiros antigos, para garantir o «crescimento são e sem doenças destes pinheiros e para a biodiversidade que existe».

Quase 10 mil hectares vão ser intervencionados em três anos

João Pedro Matos Fernandes afirmou também que toda a intervenção no Pinhal de Leiria (quase 10 mil hectares) será feita «num prazo máximo de três anos» mas relembrou que «para que as pessoas voltem a desfrutar da imagem que tinham do Pinhal de Leiria - com pinheiros com dezenas de metros de altura - aí sim, teremos de esperar 30 anos».

Segundo o Ministro, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas já interveio em «aproximadamente 1.500 hectares», tendo sido investidos «mais de dois milhões de euros».

«Estão programados para serem investidos, nos próximos três anos, mais 4,5 milhões de euros. Agora, muito tempo demorará até que se possa mostrar o bom trabalho», acrescentou.

João Pedro Matos Fernandes disse ainda que a venda do material queimado gerou cerca de 15 milhões de euros de receita.