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Notícias

2019-11-18 às 20h47

Defesa europeia é um reforço e não uma alternativa à NATO

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que Portugal encara e participa na Política Europeia de Segurança e Defesa com o objetivo de reforçar o pilar europeu da NATO e não de substituir a Aliança Atlântica.

«Todos os esforços para intensificar a Política Europeia de Segurança e Defesa, todos os esforços para aumentar as capacidades de defesa da União Europeia e todos os esforços para que os europeus se entendam mais e cooperem mais neste domínio crítico da soberania são, para nós, um processo de robustecer o pilar europeu da NATO», disse Augusto Santos Silva, no encerramento de uma conferência sobre os 70 anos da NATO, organizada pela Fundação Luso-Americana, em Lisboa.

O Ministro referiu que o País participa na Cooperação Estruturada Permanente e apoia a constituição de um fundo europeu de defesa «como forma de robustecer o pilar europeu da NATO» e para que os europeus «assumam mais plenamente a responsabilidade que lhes cabe enquanto pilar europeu da NATO». «Sim, é preciso aumentar capacidades europeias em matéria de defesa, mas isso destina-se não a substituir a NATO, não a criar outra estrutura de defesa coletiva, mas a reforçar o pilar europeu da NATO», sublinhou.

Logo no início da sua intervenção, o Ministro afirmou que, para Portugal, «a estrutura de defesa coletiva é inconcebível sem a NATO» e que o País não defende «qualquer processo para construir uma alternativa a essa organização» nem considera do seu interesse «enfraquecer essa organização».

«A NATO é a organização que une, para efeitos de defesa coletiva, as democracias da Europa e o Canadá e os Estados Unidos da América. A política externa e de defesa de Portugal não se concebem fora deste quadro e desta estrutura», acrescentou.