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2021-03-19 às 16h20

Cursos profissionais devem ser adaptados às necessidades do mercado de trabalho

Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, durante a visita à Escola Profissional de Almada, 13 setembro 2018
O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, destacou a importância de os cursos profissionais serem adaptados para «encaixar nas necessidades do mercado de trabalho, para promover a inclusão e o sucesso educativo de todos».

A partir de Lisboa, na cerimónia online de entrega dos prémios do concurso «Prémio Capital Humano», integrado no evento anual do Programa Operacional Capital Humano (POCH) «Qualificar para Crescer», o Ministro referiu que a qualidade do ensino profissional é uma prioridade.

«O ensino profissional constituiu um motor do desenvolvimento do nosso sistema educativo português, proporcionando um conjunto de percursos formativos que têm de ser diversificados mas ajustados aos diferentes perfis dos nossos jovens», disse.

Tiago Brandão Rodrigues reiterou a necessidade de alinhar e adequar as ofertas profissionais às dinâmicas do mercado de trabalho, mas também a importância de garantir a qualidade dos cursos.

«Prosseguiremos e insistiremos na constante aferição de um sistema de garantia de qualidade dos nossos cursos profissionais, com base nos padrões europeus», acrescentou.

Garantir população mais qualificada

O Programa Operacional Capital Humano pretende promover o aumento da qualificação da população através de projetos financiados pelo Fundo Social Europeu. Ao longo do quadro comunitário em vigor, abrangeu já 800 mil jovens e adultos que representam cerca de 19% da população entre os 15 e os 64 anos que residem nas regiões elegíveis pelo programa.

O objetivo do Governo é conseguir que 50% dos alunos terminem o ensino secundário através de modalidades de dupla certificação. «Hoje são 45% os alunos que terminam o ensino secundário por via de dupla certificação», afirmou o Ministro, frisando que entre 2017 e 2020 houve um aumento de 17% de alunos a frequentar cursos do ensino profissional.

«Estas políticas de educação exigem uma resposta que tem de ser absolutamente adequada para que não deixemos ninguém para trás», reiterou, salientando que o ensino profissional não pode ser visto como «um depósito de insucessos precoces ou como uma estrada secundária que vai seguindo em diagonal face à autoestrada para onde todos acabavam por olhar. 

«Temos de olhar para todas as estradas da mesma forma», garantiu.