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Notícias

2021-03-08 às 16h56

«Crise veio agravar as desigualdades que já existiam» para as mulheres

A Ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, afirmou que «as mulheres estão confrontadas com uma crise que veio agravar as desigualdades que já existiam» e apelou a uma «visão de género» nas políticas adotadas.

Durante uma intervenção na conferência digital sobre o tema «O impacto socioeconómico da covid-19 na igualdade de género», organizado pela Comissão Nacional para os Direitos Humanos, a Ministra referiu que «o combate pela igualdade no pós-pandemia será um esforço conjunto e articulado».

«Temos de ser capazes de mostrar por que é que entre os múltiplos problemas que a pandemia nos trará do ponto de vista económico, social e de pobreza, temos este problema de desigualdade de género que também temos de combater», acrescentou.

Mariana Vieira da Silva frisou que «todas as desigualdades vividas no presente têm forma de se consolidar no futuro», uma vez que a diferença salarial entre homens e mulheres, por exemplo, «não se traduz apenas nessa desigualdade salarial, o que já seria grave, mas também nas desigualdades nas pensões».

«Esta crise não é neutra do ponto de vista de género, até porque, afetando os mais vulneráveis, afeta mais as mulheres do que os homens», disse, sublinhando que os estados que têm vindo a ser feitos demonstram este impacto.

Para fazer face a este problema, a presidência portuguesa da União Europeia assumiu o tema da desigualdade de género como prioritário e disse que o objetivo é ter uma proposta de conclusões sobre o impacto económico da Covid-19 na igualdade de género, tendo para isso sido aberto um concurso para apoiar novos estudos sobre o impacto de género desta crise, ao qual concorreram 140 trabalhos, dos quais foram selecionados 16 projetos que estão em curso.

«Tem procurado reforçar o esforço para ter dados administrativos desagregados por sexo, fazer a recolha e acompanhamento destes dados para se ter visão rigorosa da realidade e só com essa visão é possível calibrar os instrumentos políticos para atuar ao longo do tempo», afirmou.

Mariana Vieira da Silva realçou também que são precisas «mais e melhores respostas para o combate às desigualdades e discriminações», garantindo políticas públicas que protejam os mais frágeis e os mais vulneráveis.