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2020-11-24 às 11h57

Crise é oportunidade para transformar economia e reforçar solidariedade europeias

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e Ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Heiko Maas, e da Eslovénia, Anze Logar, no Fórum de Política Externa, Berlim, 24 novembro 2020 (Foto: David Ausserhofer)
«Esta crise, a necessidade de acelerar a recuperação, de salvaguardar o mercado interno, tem também de ser equacionada como uma oportunidade de transformar a nossa economia numa forma mais digital e verde, e reforçar a nossa solidariedade social que constitui a base das nossas democracias», afirmou o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

O Ministro, juntamente com os seus homólogos alemão, Heiko Mass, e esloveno, Anze Logar, na conferência «Transformar crise em oportunidade? Europa numa ordem mundial (pós-) pandémica», do Fórum de Política Externa de Berlim. Alemanha precede Portugal na presidência semestral da União Europeia e a Eslovénia sucede-lhe, no segundo semestre de 2021.

Santos Silva referiu que «na primeira vaga fizemos alguns erros, mas estamos a reagir de uma forma positiva, com uma liderança importante da Comissão Europeia, coordenando as medidas, acelerando a produção da vacina e implementando uma estratégia de vacinação».

Hoje, os países da União Europeia são exemplares no planeamento de distribuição da vacina, destacando as diferenças com a China ou os Estados Unidos.

Na distribuição de vacinas «os critérios são claros. A prioridade são os grupos de risco e pessoas que estão na primeira linha de combate ao vírus, e temos também de usar o critério da idade», referiu. 

«Tivemos sucesso a criar um grupo de países com objetivo de acelerar o processo de produção de uma vacina, que pudesse ser um bem público universal. Todos os processos e decisões da União Europeia têm ido nesse sentido, todos os países têm de fazer a sua parte», destacou.

Santos Silva lembrou ainda que Portugal irá reservar vacinas para os países de língua portuguesa em África e Ásia.

Portugal assume a 1 de janeiro a sua quarta presidência do Conselho da União Europeia, depois das de 1992, 2000 e 2007, nas quais concluiu importantes acordos europeus e contribuiu para abrir a Europa a África.

Esta quarta presidência portuguesa, durante o primeiro semestre de 2021, terá como grandes assuntos internos, além das prioridades definidas pelo Governo português, o orçamento da UE para 2021-2027, o Fundo de Recuperação pós-pandemia e, eventualmente, o Brexit.