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Notícias

2020-06-23 às 19h56

Criminalidade violenta e grave teve o «segundo melhor valor desde que há registos»

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que os números da criminalidade violenta e grave de 2019 «são muito baixos» e apresentam «o segundo melhor valor desde que há registos».

No final do Conselho Superior de Segurança Interna para aprovar o Relatório Anual de Segurança Interna de 2019 (RASI), Eduardo Cabrita destacou os três crimes, na categoria da criminalidade violenta e grave, que «diminuíram significativamente» em 2019 e que tem «um grande impacto na vida em sociedade e na perceção geral de segurança»: homicídios, furto por carteiristas e furto de veículo.

No caso dos homicídios os mesmos diminuíram 19% em relação ao ano anterior. O Ministro disse também que a criminalidade geral teve «um crescimento residual», tendo contribuído para este aumento a burla informática e a violência doméstica.

«Este relatório consolida ainda a imagem de Portugal, reconhecida internacionalmente, como o terceiro País mais seguro e pacífico do mundo», afirmou Eduardo Cabrita destacando ainda a redução da criminalidade nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

O Ministro disse que todos os indicadores de criminalidade, durante o estado de emergência e os primeiros dias em situação de calamidade devido à pandemia da Covid-19, registaram «uma significativa redução».

Numa nota distribuída à comunicação social após a reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, pode ler-se que criminalidade geral aumentou 0,7% em 2019, tendo as participações passado de 333.223, em 2018, para 335.614 no ano passado.

A documento destaca também o crescimento das participações por burla informática e comunicações, que registou mais 6.527 queixas (66,7%) do que em 2018. A criminalidade violenta e grave, por sua vez, registou mais 417 ocorrências (3%) do que em 2018, passando as queixas de 13.981 para 14.398.
O roubo na via pública, por sua vez, registou mais 627 casos em 2019 do que em 2018, que não inclui o roubo por esticão, do qual há uma descida de 186 casos.

A criminalidade violenta e grave representava assim, em 2019,  4,3% de toda a criminalidade participada.

«Face aos números de 2008 (quando foi aprovada a atual Lei de Segurança Interna), o ano de 2019 registou uma redução de 20,3% na criminalidade geral (número de participações passou de 421.037 para 335.614), com uma redução ainda mais acentuada (-40,8%) no número de participações relativas à criminalidade violenta e grave (de 24.317 participações para 14.398)», lê-se no comunicado.