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2021-02-03 às 11h48

Começa a vacinação de 900 mil idosos e doentes

Governo assinala começo da vacinação de 900 mil idosos e doentes
Primeiro-Ministro António Costa, Ministra da Saúde, Marta Temido e Secretário de Estado Duarte Cordeiro no começo da nova fase do processo de vacinação contra a Covid-19, Lisboa, 3 fevereiro 2021
O Primeiro-Ministro António Costa, a Ministra da Saúde, Marta Temido, e o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e coordenador do combate à Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, Duarte Cordeiro, acompanharam o começo do processo de vacinação na Unidade de Saúde Familiar e no Centro de Saúde de Alvalade, Lisboa.

Este foi o primeiro dia de administração da vacina em centros de saúde, a pessoas com mais de 80 anos ou com mais de 50 anos e patologias associadas, no quadro da primeira fase do plano de vacinação.

O Primeiro-Ministro afirmou que a Unidade de Saúde Familiar Parque e o Centro de Saúde de Alvalade, são «exemplo de todas a unidades de saúde que, no País, progressivamente, a partir de hoje, vão arrancar com a nova fase do processo de vacinação».

900 mil pessoas

Este é «um processo muito mais exigente, que abrange um universo de cerca de 900 mil pessoas, os que têm mais de 80 anos e mais de mais de 50 e doenças associadas, e que vai exigir uma grande capacidade de mobilização de todas estas unidades de saúde».

«Já temos mais de 400 mil pessoas que tiveram, pelo menos, a primeira toma: profissionais de saúde considerados prioritários, todos os utentes e trabalhadores dos lares, outras residências para idosos e unidades de cuidados continuados», referiu.

António Costa acrescentou que «agora vamos dar um grande salto, que é chegar a uma população muito mais diversificada e recorrendo a espaços menos confinados do que os hospitais e os lares».

«Vamos ter dois meses de trabalho muito exigente, que vai ser fundamental para preparar a fase seguinte, em que, já estando vacinados todos os com mais de 80 anos e os com mais de 50 com comorbilidades, começamos a dirigir-nos à população em geral», disse.

O Primeiro-Ministro referiu que a vacinação geral «vai ser um exercício muito mais complexo, que vai ser limitado pela quantidade de vacinas disponíveis».

Todavia, acrescentou, «há um esforço muito grande da Comissão Europeia para conseguir que a indústria cumpra os contratos, que aumente a sua capacidade de produção, para que possamos acelerar o processo de vacinação».

Garantia da erradicação da pandemia

A vacinação «é fundamental porque é a única forma de erradicarmos a pandemia. Sabemos que temos excelentes profissionais de saúde – nos hospitais a tratar quem tem de estar internado, a acompanhar os doentes que podem estar em casa –, que toda a comunidade vai fazendo um esforço grande para prevenir o contágio através do uso das máscaras, do distanciamento, etc., mas a vacina é a garantia de erradicar a pandemia».

António Costa disse que «um sinal muito significativo da confiança que os portugueses têm no Serviço Nacional de Saúde e em todos aqueles que nele trabalham, é a vontade dos portugueses de serem vacinados, como a vossa experiência mostra».

Porém, «não vale a pena termos excesso de ansiedade, nem correr para as unidades locais de saúde a pedir a vacina. Cada um vai ser contactado para, no momento próprio, receber a vacina». 

Confiar nos profissionais

«É fundamental que respeitemos os critérios de prioridade que as autoridades técnicas e de saúde definem. É inútil fazermos de treinadores de bancada, a achar que esta doença deve ser mais prioritária do que aquela», acrescentou.

«Confiamos no que nos dizem os profissionais e os médicos, como quando vamos a uma consulta no médico: quando nos diz que temos de tomar aquele xarope, temos de o tomar; que temos de tomar aquele antibiótico, tomamos o antibiótico», disse.

O Primeiro-Ministro sublinhou que «temos de seguir as regras e não fazer nada que as contrarie. Se assim fizermos, sabendo que as doses de vacina que nos são disponibilizadas são limitadas, chegaremos o mais rapidamente possível a todos e prioritariamente a quem mais precisa».

António Costa desejou «a todos as maiores felicidades neste processo: aos que vão ser vacinados e aos profissionais, pelo grande esforço que vão ter de fazer, porque, além do trabalho do dia-adia, têm agora mais esta vacina para dar».

Vacinas controlam doenças

«Como disse a Senhora enfermeira-coordenadora, este é um esforço que vale a pena, num País em que, felizmente, ao longo de décadas, nos habituámos a que a vacinação é um passo fundamental para o controlo da doença».

«Assim tem sido ao longo de gerações, e isso tem-nos permitido melhorar os resultados alcançados em saúde. E esta é mais uma vacina», disse.

O Primeiro-Ministro agradeceu ao pessoal das duas Unidades de Saúde Familiares por ter «ajudado a dar o exemplo para o País de que é possível, vale a pena, e cada um, à sua vez, aguarde pela mensagem com o dia, hora e local onde deve ir ser vacinado».

Vacinação vai demorar tempo

A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que o processo de vacinação, «por muito que o queiramos acelerar, vai ainda demorar tempo e um tempo em que é fundamental que todos, os vacinados e a restante população, continuemos a manter as medidas de proteção, desde o distanciamento física à utilização de máscaras, ao arejamento dos espaços e à higienização das mãos».

O Governo tem «aplicado o plano de vacinação no respeito das orientações técnicas definidas pela Comissão Nacional Técnica de Vacinação, pela Direção-Geral de Saúde e pela task force do plano».

Assim, «dos profissionais de saúde prioritários, quer do SNS, quer de outras instituições, muito foram já vacinados, os residentes e profissionais de lares e unidades da rede de cuidados continuados foram já todos vacinado, exceto em unidades onde havia surtos», disse.

Sistema de contacto inovador

Agora, «estamos a avançar para uma fase mais complexa» de vacinação de um grande grupo populacional que não está concentrado em alguns locais, disse, destacando o «processo inovador de introdução do sistema de mensagem para que as pessoas possam ser chamadas para a vacinação». 

Marta Temido referiu também que «as pessoas que não tem equipa de saúde familiar ou médico de família, podem ir ao médico particular e, estando em condições de ser vacinadas, recebem uma declaração que as considera elegíveis» e que devem apresentar nos centros de saúde. 

A Ministra sublinhou que a preocupação do Governo «é garantir que o sistema chega a todos adequadamente».