O Primeiro-Ministro António Costa, acompanhado da Ministra da Cultura, Graça Fonseca, inaugurou a exposição «Joan Miró, Signos e Figuração», que abre ao público a 9 de outubro na Casa de Serralves, no Porto.
O Primeiro-Ministro destacou que o investimento que o Estado realizou ao adquirir a Coleção Miró, é agora devolvido aos cidadãos, acrescentando que a inauguração desta exposição representa o culminar do processo iniciado há seis anos, quando o Governo assumiu como prioridade a manutenção em Portugal desta coleção única.
A Coleção Miró, propriedade do Estado Português, cedida ao Município do Porto e depositada na Fundação de Serralves, é composta por 85 peças e engloba pintura, escultura, colagem, desenho e tapeçaria, abrangendo seis décadas de trabalho de Joan Miró, entre 1924 e 1981.
A coleção, proveniente do antigo Banco Português de Negócios (ex-BPN), foi classificada no ano passado como de interesse nacional, num despacho que reconheceu a sua lógica, em termos de manifestação da produção artística de Joan Miró.
Trata-se de um «conjunto heterogéneo de criações realizadas ao longo de seis décadas, com recurso a diversos materiais, técnicas e suportes, incluindo, entre outros, óleos, aquarelas, desenhos, colagens e peças escultóricas, representando uma extensa e variada amostragem da obra do artista catalão», refere o despacho.
Obras incluídas na coleção já foram mostradas nas exposições «Joan Miró: Materialidade e Metamorfose», em Serralves, no Porto, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, e na Fondazione Bano, em Pádua, entre 2016 e 2018, e «Joan Miró e a linguagem dos signos», no Palazzo delle Arti, em Nápoles, em 2019.