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2019-12-04 às 13h48

Cimeira da NATO reafirmou unidade da aliança

Primeiro-Ministro António Costa na Cimeira da NATO, Londres, 4 dezembro 2019 /Foto: Paulo Vaz Henriques)
A Cimeira do 70.º aniversário da NATO caracterizou-se por um «debate franco, tranquilo, sereno, onde foi muito claro o objetivo de todos reafirmarem a unidade, de ficar claro que o esforço da cooperação europeia em matéria de Defesa não significa qualquer divisão da NATO mas, pelo contrário, com o fortalecimento do pilar europeu da NATO é o conjunto que sai reforçado», disse o Primeiro-Ministro António Costa.

O Primeiro-Ministro fez uma declaração no final da cimeira que reuniu os dirigentes dos 30 países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN – NATO na sigla inglesa) em Londres, o local da primeira sede da aliança criada em 1949 e da qual Portugal foi um dos países fundadores.

«Quem tinha a expectativa de uma cimeira que revelasse uma NATO dividida e enfraquecida, pode ficar desiludido. Quem tinha a esperança de que a NATO tivesse aqui uma afirmação muito clara da sua unidade, pode estar satisfeito», disse António Costa que, na Cimeira, reafirmou a importância e a força da Aliança para Portugal.

O Primeiro-Ministro disse que foi feito um ponto de situação sobre os compromissos assumidos em termos de investimento dos países na Defesa e que foi registada uma «grande evolução» nas despesas com a segurança.  

Desde que a Rússia anexou a Península da Crimeia, em 2014, que os países da NATO interromperam os cortes na despesa com a Defesa, que se registavam desde o fim da Guerra Fria, e voltaram a aumentar as despesas com a segurança e a defesa, tendo-se comprometido a investir 2% do Produto Interno Bruto (PIB) anual até 2024.

António Costa referiu que «esta cimeira foi significativamente diferente da cimeira do ano passado, foi o retomar da normalidade do relacionamento entre todos, com grande cordialidade, com grande franqueza, com grande espírito construtivo». 

O Primeiro-Ministro disse também que «há uma diferença de pontos de vista» entre a Turquia e a generalidade dos outros aliados sobre a entrada das tropas turcas no norte da Síria para atacar as forças militares curdas que foram aliadas das forças ocidentais no combate ao grupo terrorista Daesh, após a retirada das forças dos EUA que tinha estado estacionadas no norte da Síria.

Os restantes parceiros da NATO registaram o ponto de vista da Turquia, disse António Costa, acrescentando que, contudo, há uma dimensão «que tem a ver com os valores, e os valores essenciais desta Aliança que não podem sacrificados». 
Tags: NATO, defesa