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2020-04-07 às 17h32

Centros de acolhimento fornecidos pelas Forças Armadas têm «1147 camas disponíveis»

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, na Comissão de Defesa Nacional, Assembleia da República, Lisboa 7 abril 2020 (Foto: Miguel A. Lopes/LUSA)
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que as Forças Armadas têm à disposição do Serviço Nacional de Saúde um conjunto de centros de acolhimento que permitem apoiar a rede hospitalar para dar resposta à pandemia Covid-19.

Numa audição na Comissão de Defesa Nacional, na Assembleia da República, João Gomes Cravinho referiu que existem atualmente «1147 camas disponíveis para serem ocupadas» em nove centros de acolhimento espalhados pelo País (Braga, Vila Real, Alfeite, Vendas Novas, Leiria, Ota, Tavira, Funchal e Ponta Delgada) e que há capacidade para expandir até 2300 camas noutros centros de acolhimento que ainda não estão prontos.

São locais onde «podem ir pessoas infetadas que não têm sintomas, mas não têm possibilidade de isolamento em casa própria, por viverem com outras pessoas, ou pessoas infetadas com sintomas, mas sintomas ligeiros que não requeiram nenhum tipo de cuidados especiais», explicou o Ministro.

Hospital de campanha em Lisboa

Sobre o hospital de campanha localizado no Estádio Universitário, em Lisboa, o João Gomes Cravinho disse que o «objetivo é ter capacidade de receber utentes que o SNS não tenha capacidade de atender.

Questionado sobre a localização, Gomes Cravinho afirmou que foi o «local mais apropriado», mas assinalou que «está ao serviço do País, assim como a capacidade de transporte das Forças Armadas», como por exemplo as «ambulâncias, que serão utilizadas sempre que houver necessidade».

Hospitais das Forças Armadas

Relativamente aos hospitais das Forças Armadas, o Ministro disse que o do Porto «está atualmente esgotado na sua capacidade» mas que o de Lisboa ainda tem «bastante capacidade de receber doentes».

Questionado pelos deputados sobre o antigo Hospital Militar de Belém, em Lisboa - que está atualmente em obras para receber infetados com a Covid-19 -  o Ministro relembrou que os trabalhos têm decorrido «em tempo recorde» com «130 trabalhadores a trabalhar 24 horas». 

João Gomes Cravinho referiu também que, no fim da pandemia, as «obras que foram feitas não serão desperdiçadas, porque a infraestrutura tem de ter utilidade», tal como já está previsto numa parceria feita entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para tornar o espaço num centro de cuidados continuados.