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2020-05-06 às 20h56

«Capacidade de adaptação é uma marca de qualidade das Forças Armadas»

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, comunicando com militares portugueses em missões no exterior, Almada, 6 maio 2020
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que as Forças Armadas Portuguesas têm um envolvimento, no combate à pandemia da Covid-19, «muito superior» à maior parte dos parceiros da União Europeia e da NATO.

«Temos vindo a acompanhar o que se tem vindo a passar nos países aliados da NATO e na União Europeia e o que verificamos é que as nossas Forças Armadas têm um envolvimento muito superior àquilo que é a realidade na maior parte dos países amigos e parceiros», disse João Gomes Cravinho.

O Ministro falava à comunicação social após uma visita ao Centro de Coordenação de Resposta Militar para a Covid-19, na Base Naval de Lisboa, em Almada, onde destacou que a «capacidade de adaptação é uma marca de qualidade das Forças Armadas».

«Em relação ao que se passou até agora o que posso notar, com grande satisfação, é a capacidade das Forças Armadas para se adaptarem muito rapidamente, de forma sistemática e planeada a uma situação inteiramente inopinada, que ninguém estava a esperar», disse ainda.

João Gomes Cravinho relembrou que os militares portugueses têm dado apoio à sociedade em várias vertentes, como distribuição de alimentos, criação de centros de acolhimento temporários ou na desinfeção de escolas e lares, o que tem sido feito «de uma forma extremamente eficaz».

A Marinha no combate à Covid-19

Relativamente à Marinha Portuguesa, o Ministro destacou a criação do protótipo de um ventilador de baixo custo que «não tinha sido pensado» anteriormente à pandemia, mas que, tendo em conta as necessidades do País, começou a ser desenvolvido «de imediato». 

Sobre o centro temporário de acolhimento instalado na base naval, com 350 camas, João Gomes Cravinho referiu que o mesmo não tem sido necessário:

«As camas estão prontas e nunca se sabe quando pode haver uma necessidade e a prontidão é imediata para receber doentes. Mas já acolheram profissionais de saúde do Hospital Garcia de Orta, que podem dormir aqui e dessa forma protegem os seus próprios familiares, na medida em que estão mais expostos à doença e não querem levar esse risco para as suas casas», explicou.

«As missões de sempre continuam»

O Ministro visitou também o centro de Operações Marítimas da Base Naval de Lisboa, onde comunicou em direto com os navios portugueses que se encontram em missão nos Açores, na Madeira e em São Tomé e Príncipe, em África.

«É muito importante recordar que enquanto isto tudo está a acontecer, as missões de sempre continuam. A defesa das nossas águas, a vigilância, as missões de busca e salvamento têm continuado e a esse respeito também a Marinha e a Força Aérea têm sido exímios, têm respondido de uma forma absolutamente perfeita», frisou.