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Notícias

2021-03-09 às 21h40

400 cirurgias vão ser realizadas no Centro Clínico da Guarda

Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, entrega chaves das viaturas de transporte de órgãos à GNR, Lisboa, 10 março 2021
Os Cirurgiões do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central vão realizar, até ao final do ano, 400 cirurgias no Centro Clínico da Guarda Nacional Republicana, em Lisboa, através de um protocolo assinado entre as duas entidades.

As intervenções serão, sobretudo, na área da cirurgia geral e da ortopedia e somam-se às mais de 150 cirurgias que são realizadas diariamente no Centro Hospitalar (que integra os hospitais S. José, Curry Cabral, Santa Marta, Capuchos e Maternidade Alfredo da Costa).

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, presente na assinatura do protocolo, referiu que a área governativa da Saúde pretende fazer este ano um acréscimo de 22% de cirurgias (83 mil cirurgias) em relação a 2020, mais 9,5% de consultas externas (cerca de 950 mil consultas). 

Disse também que foi estendido, para 2021, o regime excecional de incentivos à realização da atividade assistencial não realizada, aumentando a remuneração dos profissionais, estendendo os horários de trabalho, bem como um acréscimo da atividade para tratamento de doentes crónicos, HIV/sida, hepatite C, entre outros. 

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, por sua vez, afirmou que a cerimónia, agora assinada, «marca publicamente aquilo que é um ano de pleno compromisso com o serviço aos portugueses».

«Essa cooperação, que posso testemunhar, manifesta-se com o meu dever, no âmbito de quem tem responsabilidades institucionais na área de segurança interna, de criar todas as condições para aqueles que salvam vidas todos os dias possam, no Serviço Nacional de Saúde e em todas as estruturas de saúde de Portugal, cumprir a sua função, respondendo ao desafio que a pandemia de Covid-19 constitui para Portugal, para a Europa e para o mundo», disse ainda.

GNR recebe duas viaturas para transportes de órgãos

A cerimónia ficou também assinalada com a entrega de duas viaturas para transportes de órgãos à GNR que, nos últimos cinco anos, realizou mais de 1700 transportes em todo o País.

O Ministro destacou a importância de «colocar dois veículos com capacidades muito particulares, celeridade e modificação de características de condução, ao serviço de uma das funções mais nobres que a Guarda Nacional Republicana tem prestado em articulação com o Serviço Nacional de Saúde, que é o transporte urgente de órgãos para proporcionar a realização de transplantes».

«Foram cerca de 1700 órgãos que salvaram vidas nestes últimos cinco anos», disse Eduardo Cabrita, acrescentando que as viaturas estão agora à disposição no Comando do Porto e no Comando de Lisboa.

António Lacerda Sales por sua vez, afirmou que as duas viaturas são «devidamente adequadas» ao transplante de órgãos, com a respetiva segurança, e serão «mais um contributo» para uma das grandes missões do Serviço Nacional de Saúde que são os transplantes.

«Apesar de ter havido alguma diminuição nessa área [devido à pandemia], somos um dos países que mais transplanta», disse o Secretário de Estado.