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Intervenções

2020-10-23 às 15h54

Intervenção do Ministro de Estado e das Finanças na Comissão de Orçamento e Finanças

«Quando aqui viemos o ano passado apresentar o orçamento para 2020, Portugal vivia um momento de grande otimismo.

Tínhamos acabado de atravessar um período de 4 anos:

- De forte crescimento da economia e de convergência económica com a União Europeia;
- De grande crescimento do emprego e de diminuição da taxa de desemprego;
- De grande aumento do rendimento disponível dos portugueses;
- Em que Portugal atingiu o primeiro excedente orçamental da democracia, a que se juntava um excedente da balança externa do país, o que deu demonstrou que os resultados não só eram positivos como sólidos e sustentáveis.

Um caminho percorrido de recuperação económica do país que contribuiu para a melhoria de vida dos portugueses e para o prestígio internacional de Portugal.

No início deste ano, o surgimento da Covid-19 lançou subitamente o mundo numa crise de saúde pública e numa crise económica e social sem precedentes.

Prevê-se que depois de ter crescido 2,2% em 2019, a economia portuguesa, contraia cerca de 8,5% este ano. Uma redução da atividade económica semelhante à que se antecipa na Europa. Esta será a maior queda da atividade económica da democracia.

Simultaneamente, espera-se um agravamento da taxa de desemprego de 6,5% em 2019 para 8,7% em 2020 e uma redução do emprego de 3,8%.

Esta queda da atividade económica, constitui uma ameaça ao rendimento dos portugueses, em particular aos que por causa da pandemia perderam o emprego ou tiveram uma queda acentuada da sua atividade.»

Leia a intervenção na íntegra