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Intervenções

2020-04-16 às 19h04

Intervenção do Ministro de Estado e das Finanças na audição da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República

Enfrentamos esta crise em condições bem diferentes de momentos anteriores. Portugal teve o seu primeiro excedente orçamental em 2019. Portugal cresceu mais de 20 trimestres consecutivos. A redução do endividamento - de todos os setores da economia portuguesa, todos - atingiu uma redução de cerca de 90 p.p. do PIB, desde os valores mais elevados no pico da anterior crise. E o investimento estava a crescer e a retomar valores compatíveis com a ambição que temos para a economia portuguesa.

Esta não é, como todos sabemos, uma crise de origem económica ou financeira. Não existiam desequilíbrios na generalidade das economias europeias. As contas externas portuguesas melhoram há mais de 5 anos. A nossa economia criou mais emprego do que qualquer outra na Europa nos últimos anos.

Esta crise não se deve a desequilíbrios estruturais. Não se deve às finanças públicas, nem às privadas. Nem ao funcionamento mais ou menos eficiente dos mercados.

Mas isso não quer dizer que não atinja a economia e as finanças. Atinge e com uma dimensão inóspita e sem precedente. Tudo o que estamos a viver é inédito na história moderna.

Leia a intervenção na integra