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Intervenções

2021-04-06 às 15h22

Intervenção do Ministro da Administração Interna na sessão comemorativa do Dia da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil

Hesitámos sobre a realização e o modelo desta cerimónia, mas ela é, em si própria, um sinal de esperança em tempos de incerteza. Um sinal de esperança no ano, provavelmente, mais difícil das nossas vidas. No ano em que Portugal, a Europa e o mundo se viram confrontados com o lado negro da globalização. Nunca a circulação teve um efeito tão demolidor sobre a nossa mudança de vida.

Recordo o dia 28 de fevereiro, no primeiro andar deste edifício, em que tivemos uma primeira reunião com a Sra. Ministra da Saúde e com a Sra. Diretora Geral de Saúde, para programação da resposta ao desafio da pandemia, ainda antes da verificação do primeiro caso em Portugal, ocorrido a 2 de março de 2020. Desde então, de facto, a forma mais simples de sintetizar o que aconteceu é dizer que as nossas vidas mudaram. E mudaram de uma forma muito especial também no quadro das respostas institucionais, quer em períodos de estados de emergência quer quando a Lei de Bases da Proteção Civil se tornou no instrumento jurídico fundamental, nos seus mecanismos de alerta, de contingência e de calamidade, para a resposta a este ano tão especial.

A minha primeira palavra é, por isso, de profundo reconhecimento àqueles que estão diretamente ligados à ANEPC mas também a todo o sistema nacional de proteção civil que é muito mais, como sabemos, que as centenas de colaboradores diretos da ANEPC. Envolve todos aqueles que, nos corpos de bombeiros, nas forças e serviços de segurança, nas forças armadas, em instituições de variadíssimas áreas governativas, nas autarquias locais, são parceiros numa resposta a desafios múltiplos. E de facto, se o desafio da resposta aos incêndios rurais é aquele que maior visibilidade, por vezes por razões trágicas, assume na resposta da Autoridade, eu queria aqui dar uma palavra muito especial àqueles que, em toda esta estrutura, em mais de uma centena de reuniões da subcomissão de proteção civil, responderam àquilo que é uma troca de preocupações e, sobretudo, de respostas operacionais que envolveram todos.

Leia a intervenção na íntegra em anexo.