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Intervenções

2021-03-26 às 15h46

Intervenção do Ministro da Administração Interna na cerimónia de inauguração do Posto Territorial da GNR de Cucujães

Para o Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, que tem responsabilidades no quadro do nosso Ministério pelo acompanhamento da política de infraestruturas, e para mim próprio, esta é uma cerimónia muito especial. Porque, por um lado, corresponde, a um sinal de esperança. 

É a primeira cerimónia pública deste tipo que fazemos desde o passado mês de dezembro. Um período particularmente difícil de agravamento da situação pandémica em Portugal levou-nos, não a suspender obras, mas a suspender, naturalmente, todas as iniciativas públicas de natureza similar a esta.

Permitam-me também que o diga: é um sinal muito especial de compromisso com esta comunidade e de compromisso com aquilo que é o assumir de responsabilidades políticas. 

Lembrar-se-á a Senhora Deputada Helga Correia, que na altura exercia já funções parlamentares, que eu assumi funções enquanto Ministro da Administração Interna no dia 21 de outubro de 2017, em condições particularmente dramáticas, na sequência dos incêndios florestais que afetaram, também esta região, em outubro de 2017. 

E poucos dias depois estive na Assembleia da República, no debate habitual sobre o Orçamento do Estado para 2018, que preparei centrado naquilo que eram as questões estruturantes de atuação do Ministério da Administração Interna, quer na área da proteção civil, na área da segurança interna, da política de migrações, enfim, nas várias áreas que marcam aquilo que são competências deste ministério. E preparei-me da melhor forma que o pouco tempo o permitiu para esse embate, um debate com deputados sempre exigentes, como é sua função e seu dever, relativamente a um ministério no qual estava há poucos dias. 

E fui aí, admito, surpreendido de alguma forma porque a única questão que foi levantada por todas as bancadas parlamentares foi, na altura, a da necessidade de resolução de uma questão há muito adiada, relacionada com o posto da GNR de Cucujães. Como o Senhor Presidente da Câmara enunciou, transversalmente, vários governos haviam feito declarações várias, protocolos alguns, mas nenhum permitiu que esta situação tivesse sido resolvida. Eu recordo-me de ter dito, no fim deste debate, que algumas das questões complexas não foram surpresa, eram inevitáveis, eram naturais no escrutínio parlamentar, mas assumi que tinha ficado surpreendido pela intensidade com que a questão de Cucujães tinha sido levantada nesse debate. 

E tinha dito que não iria a Cucujães, de certeza, enquanto não pudesse dizer que a questão seria resolvida. E desde então, com o que foi feito pela Guarda Nacional Republicana, pela Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, num trabalho que passou pelo projeto de execução, pelo lançamento dos necessários concursos, pela consignação da obra, aí sim, achei que a realidade estava próxima e estive aqui convosco em julho de 2019. E chegamos hoje a este momento.

Leia a intervenção na íntegra em anexo.