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Intervenções

2021-05-11 às 19h28

Artigo do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros «O caminho com a Índia»

O Tratado de Lisboa atribuiu a representação institucional da União Europeia ao Presidente do Conselho Europeu e a condução da política externa e de segurança a um Alto Representante. Alterou, assim, bastante as competências da presidência rotativa do Conselho nessa área. O que não significa que a tenha tornado irrelevante. Além do encargo de liderar dossiês específicos, como o alargamento ou os acordos internacionais, a presidência tem um poder de influência tanto maior quanto maior for a sua capacidade de colocar questões na agenda e facilitar a mobilização, em torna delas, das instituições.

Foi com isto presente que a presidência portuguesa definiu objetivos para a ação externa. Estabelecendo o tom: reforçar a autonomia da Europa, sim, quer na economia, quer na segurança humana, quer na orientação estratégica, mas de uma Europa aberta ao mundo, que reconhece o facto da multipolaridade e acredita na necessidade e na vantagem de interagir com todos os atores globais do nosso tempo. Daí decorre uma preocupação maior da presidência: favorecer, ao mesmo tempo, o reforço dos laços com os aliados mais próximos (como os Estados Unidos ou o Reino Unido) e usar de amplitude e equilíbrio na sua afirmação geopolítica.

Leia o artigo na íntegra em anexo.