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Comunicados

2021-04-07 às 22h03

Presidência Portuguesa e Comissão Europeia apelam a ação coordenada em matéria de vacinas

Portugal presidiu esta tarde a uma reunião Informal de Ministros da Saúde da União Europeia. A reunião seguiu-se ao anúncio público das conclusões do relatório do Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) sobre a segurança da vacina Vaxzevria, anteriormente denominada de AstraZeneca.

A EMA concluiu que existe a possibilidade de ocorrência de casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos associados a níveis reduzidos de plaquetas, identificados, na sua maioria, em indivíduos do sexo feminino com menos de 60 anos. A EMA reforçou, no entanto, que os benefícios da vacina continuam a superar os riscos e que não existe atualmente evidência que justifique limitar a administração da vacina a grupos etários específicos, devendo profissionais de saúde e cidadãos vacinados monitorizar atentamente o aparecimento de sintomas. 

Na reunião, a EMA garantiu ainda que vai continuar a acompanhar eventuais efeitos secundários, desta e de todas as vacinas contra a Covid-19, atualizando recomendações em caso de necessidade.

Os Estados-Membros da UE partilharam diferentes interpretações sobre as conclusões do relatório, tendo procurado, no entanto, clarificar com a EMA aspetos relacionados com a segurança da Vaxzevria. Todos concordaram na necessidade de mais estudos de farmacovigilância para grupos específicos.
Estando os planos de vacinação nos Estados-membros numa fase crucial da sua concretização, os ministros assumiram o compromisso de prosseguir com prioridade a discussão de matérias relacionadas com todo o processo europeu e o seu planeamento futuro.

Stella Kyriakides, Comissária Europeia para a Saúde e Segurança dos Alimentos, afirmou: «A segurança das nossas vacinas sempre foi fundamental no âmbito da estratégia da UE em matéria de vacinas. A avaliação de hoje mostra que o nosso sistema de farmacovigilância funciona: os efeitos colaterais suspeitos são relatados rapidamente, a informação é partilhada e os nossos peritos reúnem-se rapidamente para avaliar todas as provas disponíveis. As nossas decisões devem agora basear-se no trabalho científico da EMA e numa avaliação rigorosa e contínua dos riscos e benefícios. Hoje, apelo aos Ministros da Saúde para que sigam uma abordagem coordenada em toda a Europa no sentido de melhorar a confiança dos cidadãos.»

No final, a Comissão Europeia e a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia apelaram a todos os Estados-Membros para que procurem uma posição o mais coordenada possível na UE, tendo a Ministra da Saúde, Marta Temido, sublinhado: «Esta é uma decisão técnica. Não uma decisão política. Devemos continuar a seguir a melhor informação científica disponibilizada pela EMA nos seus pareceres. Não devemos esquecer que as decisões individuais afetam todos.»

Áreas:
Saúde