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Comunicados

2020-06-25 às 15h07

Ministro do Ambiente e da Ação Climática e Secretário de Estado Adjunto e da Energia intervêm na sessão de discussão da Estratégia Nacional para o Hidrogénio, no Instituto Superior Técnico

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e o Secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, intervêm amanhã, 26 de junho, às 10h30, no Instituto Superior de Engenharia do Porto (Rua de São Tomé), na sessão de discussão da Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2) com as comunidades científicas de investigação e inovação. Depois de Lisboa, esta será a segunda de duas sessões de discussão com a comunidade científica sobre a EN-H2, que se encontra em consulta pública até 6 de julho.

Com a comunidade científica, e em articulação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, têm vindo a ser debatidas as potencialidades e o «estado da arte» relativamente ao hidrogénio, a nível Europeu e mundial, mas também as condições particulares de Portugal para o desenvolvimento de projetos com esta fonte energética. O acesso a infraestruturas de transporte (gasodutos e portos), a existência de indústrias (aço, refinação, química), o acesso a fontes de água (mar ou residual), a disponibilidade de recursos renováveis, o enquadramento político e a existência de mecanismos de apoio, têm sido alguns dos temas debatidos.
 
Recorde-se que, com o compromisso de atingir a neutralidade carbónica em 2050, Portugal definiu para 2030 uma incorporação de 47% de fontes renováveis no consumo final de energia, a redução para 65% da dependência energética e em 35% o consumo de energia primária. A EN-H2, com o enfoque no hidrogénio verde, pretende facilitar e acelerar a transição energética em vários setores, particularmente nos transportes e na indústria, reforçando a economia nacional.

A oportunidade que o hidrogénio representa poderá traduzir-se, no horizonte 2030, em investimentos na ordem dos 7000 milhões de euros em projetos de produção de hidrogénio e numa redução das importações de gás natural na ordem dos 300 a 600 milhões de euros.