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Comunicados

2021-01-06 às 20h45

Ministra da Cultura lamenta morte do poeta e jornalista Henrique Segurado Pavão

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta profundamente a morte do poeta e jornalista Henrique Segurado Pavão (1930-2020).
 
Natural de Lisboa, Henrique Segurado Pavão iniciou o seu percurso profissional no jornal «O Século», tendo ainda colaborado com outras publicações, como o «Diário de Lisboa», a «República», a «Gazeta Musical e de Todas as Artes», o «Jornal de Letras, Artes e Ideias» e a «Colóquio/Letras». Fez ainda parte do grupo de sócios que fundou «O Jornal», em 1976, no qual desempenhou também funções de administrador.
 
Na poesia, foi um dos autores que publicou na Távola Redonda, projeto de António Manuel Couto Viana, David Mourão-Ferreira, Alberto Lacerda e Luís de Macedo, e na Graal, de António Manuel Couto Viana, revistas que, no início dos anos cinquenta, marcaram a poesia portuguesa, com uma linha editorial inovadora e conscientemente atenta quer à grande tradição lírica nacional, quer à influência dos grandes poetas estrangeiros da primeira metade do século XX.
 
A partir de 1976, o percurso profissional de Henrique Segurado Pavão fica também ligado à atividade livreira, tendo aberto, em Lisboa, as livrarias Castil-Castilho, Castil-Alvalade, Castil-Benfica e Castil-América, bem como a AZ-Olivais e a AZ-Bom Sucesso, no Porto. 
 
Poeta discreto, mas rigoroso e musical, os seus poemas figuram em diversas antologias de poesia nacional, estando a sua obra reunida em dois volumes intitulados «Almocreve das Palavras - Poesia 1969-1989» e «Debaixo das Tílias Poesia - 1990-2010», ambos em edição de autor e publicados em 2012.

Mais recentemente, publicou «O Avesso do Império: poesia» em 2016.
 
À família e amigos enviam-se sentidas condolências.
Tags: literatura
Áreas:
Cultura