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Comunicados

2020-07-30 às 14h30

Estratégia Nacional para o Hidrogénio aprovada em Conselho de Ministros

No Conselho de Ministros desta quinta-feira, 30 de julho, foi aprovada a Resolução de Conselho de Ministros que consagra a Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2). A EN-H2 tem por objetivo promover a introdução gradual do hidrogénio numa estratégia, mais abrangente, de transição para uma economia descarbonizada.

O documento hoje aprovado foi enriquecido através de uma consulta pública e de um debate com vários agentes. Desta forma, foi possível determinar e estabelecer o grau de ambição nacional, as necessidades de investimento atuais e futuras, a necessidade e tipologia de apoios, os desafios que se colocam à adoção do hidrogénio e a adequação das metas para a sua incorporação nos vários setores.

Além do processo formal de consulta pública, foram organizadas seis sessões de discussão da Estratégia com representantes dos setores da Inovação e Desenvolvimento, Indústria, Transportes, Energia e Formação, Qualificação e Emprego. Estas sessões contaram com a presença de representantes de 87 empresas, associações e entidades do Estado e envolveram diversas áreas governativas – Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Economia e Transição Digital, Infraestruturas, Mobilidade e Trabalho e Formação Profissional.

Portugal, ao assumir o objetivo da neutralidade carbónica em 2050, comprometeu-se com um processo ambicioso de transição energética. Este é o ambiente natural para a desenvolvimento de novos modelos de negócio e para o relançamento da economia, criando novas oportunidades para os agentes económicos.

A Estratégia defende que Portugal deve apostar na produção e na incorporação de gases renováveis, com enfoque no hidrogénio verde, promovendo desta forma a substituição de combustíveis fósseis nos setores onde a eletrificação não é custo-eficaz.

Cumpre ainda outro objetivo, o de enquadrar todos os promotores com projetos de hidrogénio, incentivando sinergias. Deve também ser entendida como facilitadora do cumprimento das metas e objetivos que já constam do PNEC 2030, baixando os custos da estratégia de descarbonização ali proposta.

Leia o comunicado na íntegra em anexo.