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Comunicados

2021-02-03 às 16h38

Emissão de dívida histórica comprova o trabalho e a política económica e financeira que Portugal tem conseguido executar no atual contexto

Foi hoje efetuada a primeira emissão de obrigações do tesouro (OT) do ano através de um sindicato bancário, dando continuidade ao Programa de Financiamento da República para 2021. A escolha do prazo teve por objetivo completar a curva de rendimentos das OT, abrindo um novo benchmark a 30 anos (abril de 2052), de forma a reforçar a qualidade do acesso ao mercado e atrair investidores real money, como seguradoras e fundos de pensões, habitualmente presentes na parte longa da curva, diversificando as fontes de financiamento e favorecendo também o pricing da restante curva em termos globais.

O diferencial de preço a pagar pela República, por prazos mais longos, comparativamente com prazos mais curtos, encontra-se em mínimos históricos, pelo que a realização de uma emissão com uma maturidade maior permite também alongar a maturidade média da dívida, sem contribuir desfavoravelmente para o aumento de encargos.

O momento do lançamento da emissão e o seu sucesso coincidiram com os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística sobre o PIB, que mostraram uma queda da economia menos severa do que a estimada pelo Governo e outras instituições, os quais têm grande impacto na gestão da dívida pública.

A procura pelas OT hoje colocadas vem comprovar o trabalho e a política económica e financeira que Portugal tem conseguido executar no atual contexto. Considerando a política atual do Banco Central Europeu, o livro de ordens atingiu um montante de 40 mil milhões de euros, ou seja 13,3 vezes superior à oferta de 3 mil milhões de euros.

Tendo por referência que as OT emitidas durante o ano de 2020 tiveram uma maturidade média aproximada de 10 anos, a emissão de hoje, com prazo 30 anos (abril de 2052) e um custo de 1,022%, contribui positivamente para um alongamento da maturidade média e para a diminuição do custo médio da dívida total.

Em janeiro, foram emitidas OT, através de um leilão, no montante de 500 milhões de euros, com maturidade de 10 anos, e 750 milhões de euros, com maturidade de 15 anos, correspondendo a uma maturidade média próxima dos 13 anos. Foram, nessa data, emitidas pela primeira vez, para o prazo de 10 anos, OT com uma yield negativa, resultando numa taxa média dessa colocação de 0,19%.

É de salientar que Portugal nunca tinha conseguido alcançar condições financeiras tão favoráveis para uma emissão com uma maturidade tão longa, representando uma poupança significativa para o país e para os contribuintes.

O resultado desta emissão histórica comprova o trabalho e a política económica e financeira que Portugal tem conseguido executar no atual contexto, mostrando a confiança que os investidores colocam no futuro da nossa economia.
Áreas:
Finanças