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Comunicados

2021-04-06 às 15h45

DGAEP divulga estudo sobre teletrabalho da Administração Pública no período pandémico

O estudo «A adaptação dos modelos da organização do trabalho na Administração Pública Central durante a pandemia Covid-19: dificuldades e oportunidades», da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), foi hoje divulgado.

Este estudo pretendeu avaliar como se efetuou a adaptação dos modelos de organização do trabalho na Administração Pública Central durante a pandemia Covid-19, assim como salientar as principais dificuldades e oportunidades percecionadas pelos dirigentes e trabalhadores. Para tal, procedeu-se à recolha das perceções de dirigentes superiores (através de entrevistas) e de dirigentes intermédios e trabalhadores (através de inquéritos).

De acordo com os resultados do estudo, a 15 de março (antes do primeiro confinamento), os trabalhadores que estavam em teletrabalho optaram por este regime sobretudo por razões da sua conveniência, como a organização da vida pessoal, familiar e profissional ou questões de saúde.

Entre os desafios apontados, a maioria dos dirigentes (70%) salientou a comunicação como a principal dificuldade, seguindo-se a coordenação de equipas e os equipamentos (44%).

Quanto à distribuição de meios tecnológicos, a maioria dos respondentes afirmou que foram distribuídos total (cerca de 35%) ou parcialmente (cerca de 28%) estes meios aos trabalhadores para prestação do trabalho a partir de casa.

Do lado das oportunidades, a maioria dos dirigentes superiores considera que o teletrabalho dá um contributo globalmente positivo para a conciliação da vida pessoal, familiar e profissional. Mais de metade dos dirigentes intermédios e trabalhadores diz haver um efeito positivo na conciliação da vida profissional, familiar e pessoal e mais de 70% indica também o tempo poupado em deslocações como uma vantagem do teletrabalho.

Na dimensão da motivação, conclui-se que o teletrabalho não põe em causa a motivação dos trabalhadores e que a qualidade do trabalho não sai prejudicada em função de o trabalhador estar ou não no seu local de trabalho: cerca de metade dos dirigentes intermédios e trabalhadores diz que não é o facto de trabalharem presencialmente ou a partir de casa que os deixa mais ou menos motivados e cerca de 39% afirma sentir-se mais ou muito mais motivado quando está a trabalhar a partir de casa.

O estudo incidiu também sobre os modelos e perspetivas futuras do teletrabalho na Administração Pública central, sendo que a grande maioria dos dirigentes (87%) considera ser este o momento indicado para proceder à revisão global dos modelos de organização do trabalho e uma boa parte (65%) afirma poder desempenhar a sua atividade profissional sempre ou quase sempre fora do local de trabalho.

Para este estudo, foram entrevistados 29 dirigentes superiores de 29 entidades da Administração Pública Central (direta e indireta) entre os meses de junho e setembro de 2020, tendo sido posteriormente realizados inquéritos online aos respetivos dirigentes intermédios e trabalhadores, entre os dias 5 e 22 de janeiro de 2021, sendo obtidas 4445 respostas.