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Comunicados

2020-05-15 às 13h42

Covid-19 interrompe 23 trimestres consecutivos de crescimento

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou esta manhã a estimativa rápida do PIB para o 1º trimestre de 2020, sendo que se terá registado uma variação em volume de -2,4% em termos homólogos e de -3,9% em cadeia. 

Esta primeira estimativa do INE reflete já o forte impacto que a pandemia de Covid-19 teve na atividade económica em março, uma vez que os dados até fevereiro indicavam a continuação do bom desempenho que se verificou no final de 2019.  

Os dados preliminares do INE indicam um contributo da procura externa líquida para a evolução do PIB de -1,4 p.p., devido a uma quebra das exportações de bens e serviços mais forte do que a quebra das importações. A procura interna regista um contributo de -1 p.p. 

A contração do PIB português (-2,4%) é, ainda assim, menor do que a registada pelo Eurostat para a zona euro (-3,2%). Ainda de acordo com o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, alguns dos principais parceiros comerciais de Portugal registaram contrações bastante acentuadas, como Espanha (-4,1%), França (-5,4%), ou Itália (-4,8%), contribuindo para o comportamento negativo das exportações. 

O Governo adotou desde o primeiro momento um conjunto de medidas de saúde pública para combater a pandemia de Covid-19 e procurando mitigar o impacto negativo na economia, reforçando a proteção social dos trabalhadores e das suas famílias, sobretudo as mais vulneráveis, protegendo postos de trabalho e apoiando a disponibilidade de liquidez para as empresas. 

Esta é uma crise que não tem origem nem na economia nem no sistema financeiro. Com efeito, a evolução da economia nos próximos meses dependerá do progresso na situação epidemiológica e do êxito do levantamento gradual das medidas restritivas que foram decretadas em Portugal e na União Europeia, espaço que absorve mais de 70% das exportações nacionais.  

A evolução do PIB no primeiro trimestre está totalmente alinhada com as estimativas para a atividade setorial apresentadas no Programa de Estabilidade. A severidade da quebra da economia está bem espelhada no impacto que as três últimas semanas de março tiveram na evolução do PIB no primeiro trimestre. 

Nos últimos quatro anos, Portugal registou um crescimento significativo do investimento, a estabilização do setor financeiro, o reequilíbrio das contas externas e a consolidação estrutural das finanças públicas que constituem bases sólidas para enfrentarmos esta crise melhor do que no passado. É este percurso que procuraremos recuperar para oferecer confiança e estabilidade a todos os Portugueses e reconstruir um futuro mais próspero, sustentável e inclusivo. 
Áreas:
Finanças