Saída da classificação de graves desequilíbrios macroeconómicos é uma boa notícia - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-03-07 às 13h18

Saída da classificação de graves desequilíbrios macroeconómicos é uma boa notícia

«Mais uma vez tivemos a boa notícia de Portugal ter saído da classificação de graves desequilíbrios para a situação de desequilíbrios, juntando-se à generalidade dos países da União Europeia», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa referindo-se à decisão da Comissão Europeia de retirar Portugal da primeira para a segunda classificação na apresentação do chamado pacote de inverno de semestre europeu.

A Comissão tomou em consideração, na sua decisão, a evolução muito positiva de indicadores específicos, tais como o endividamento do setor público, o endividamento do setor privado e a taxa de desemprego.

O semestre europeu, instituído em 2010, destina-se a fomentar a coordenação das políticas de económicas pelo Estado da União Europeia e a tomar medidas para enfrentar os desafios que a União enfrenta.

Os objetivos são garantir a solidez das finanças públicas, evitando défices excessivos e desequilíbrios macroeconómicos excessivos e a apoiar reformas estruturais que estimulem o investimento, criem emprego e crescimento económico.

Ao longo do ano há um conjunto de trabalhos de preparação, de definição de orientações gerais e de análise por país (do qual os relatórios nacionais de março são um elemento), de definição de políticas e objetivos por país, de aplicação desses objetivos, e de avaliação dos progressos realizados.

Inovação garante ultrapassagem dos desequilíbrios

O Primeiro-Ministro acrescentou que se Portugal quer «continuar esta trajetória, continuar a ter níveis de crescimento» elevados, «continuar a reduzir o desemprego» e continuar «a ter finanças mais sólidas», tem de «apostar na inovação como grande motor de desenvolvimento».

«E para termos inovação precisamos de ter bom investimento, e, para isso, é essencial investimento estrangeiro», afirmou o Primeiro-Ministro, na cerimónia de inauguração do Centro de Competências de Tecnologias de Informação do Banco Natixis, no Porto.

Portugal tem hoje «mais de 100 centros de competências que empregam 50 mil pessoas, sobretudo nas áreas de tecnologias de informação e comunicação», sendo necessário captar mais.

António Costa sublinhou que o «que tem permitido Portugal ser hoje um centro de atração de centros de competências internacionais é naturalmente termos um ambiente de negócios amigável, termos um elevado nível de segurança, termos boas redes de infraestruturas, em particular do ponto de vista tecnológico, mas sobretudo o grande fator é a excelência da qualidade dos recursos humanos».

A «qualidade é hoje, de facto, o maior fator de competitividade de que o País dispõe, e significa bem qual é o futuro do País e o que é que tem que ser a prioridade do País: continuar a investir, desde o pré-escolar ao ensino superior, na capacidade de formar mais e melhores recursos humanos».

Ter «mais e melhores recursos humanos» é fundamental para ter «mais e melhor emprego». O esforço de qualificação destes quadros «tem que ser transversal a toda a sociedade, tem de motivar as famílias, as empresas, o Estado, as autarquias, toda a sociedade», disse ainda.