Saltar para conteúdo

Notícias

2019-02-13 às 19h48

Orçamento Participativo das Escolas apresentado no dia em que a rádio foi rainha

O Orçamento Participativo das Escolas (OPE) 2019 foi apresentado em Faro, com a presença do Ministro da Educação. Tiago Brandão Rodrigues moderou a sessão de lançamento dos projetos dos alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira – que recebeu o evento - e da EB 2,3 Dr. Joaquim Magalhães.

A apresentação desta 3.ª edição coincidiu com o Dia Mundial da Rádio e os projetos radiofónicos acabaram por estar em maioria, com uma proposta de rádio escolar em cada uma das duas escolas.

«Todos os alunos das escolas públicas de Portugal, do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário, têm a oportunidade de ter ideias, de se reunirem, de se agruparem, de poderem fazer uma lista, ter uma ideia ou várias ideias, levar a votação e discuti-la com responsabilidade», assinalou o Ministro da Educação, na introdução da assembleia que presidiu. 

O evento, que contou com uma grande adesão da comunidade escolar, não podia ser mais ‘a sério’, com direito a transmissão em direto na Rádio Miúdos, numa emissão conduzida por três pequenas locutoras (uma delas de apenas 8 anos) com a lição bem estudada. A Rádio Universitária do Algarve - Rua FM passou a emissão em diferido.

A matemática marcou o arranque da apresentação. Primeiro, com um vídeo de Inês Guimarães, conhecida por MathGurl, que explicou de forma descontraída o que é o OPE e incentivou a participação dos mais jovens. Depois, com o Ministro Tiago Brandão Rodrigues a relembrar que «a matemática faz absolutamente parte da nossa vida, até quando vemos futebol».

A ter de fazer contas de matemática para gerir o orçamento - cada escola recebe 1 euro por aluno (500 euros de valor mínimo) -, os grupos - sete da Tomás Cabreira e dois da Dr. Joaquim Magalhães - acabaram por apresentar os projetos, que prepararam e vão agora promover, numa autêntica campanha eleitoral. Os vencedores serão conhecidos a 24 de março, Dia do Estudante, depois de um dia de eleições, como em qualquer democracia.

Na Escola Secundária Tomás Cabreira houve propostas para todos os gostos. Além da rádio escolar, foi proposta a criação de um espaço complementar anexo ao bar da escola, a aquisição de tablets ou portáteis (dois projetos distintos) para a biblioteca escolar, a renovação de espaços - ficou-se a saber que o ténis de mesa é muito popular naquela escola - ou até mesmo uma solução para evitar que pombos entrem no pavilhão. 

Da EB 2,3 da Escola Dr. Joaquim Magalhães foi proposta a aquisição de material para as aulas de educação física (como tatamis) e a reativação da rádio escolar, que teve de ser encerrada depois de a docente responsável se ter reformado.

Os argumentos foram apresentados e agradaram a comunidade escolar. Alguns dos candidatos demonstraram bastante talento para o marketing, outros para a política, mas também houve quem tivesse saído dali com a tarefa de afinar um pouco mais as contas. 

Ao longo do mês de fevereiro, todas as escolas do País organizam assembleias deste tipo, para apresentação de propostas. Depois, o tempo é de campanha, à procura do maior número de votos para poder implementar a ideia. Por agora, fica a sugestão de MuthGirl aos estudantes: «Mostra-lhe como é com o OPE».
Tags: orçamento
Áreas:
Educação