«Não conseguimos resolver em dois anos problemas acumulados em oito» - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-06-19 às 13h08

«Não conseguimos resolver em dois anos problemas acumulados em oito»

Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na apresentação do relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, Lisboa, 19 junho 2018 (Foto: André Kosters/Lusa)
O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que «gostaríamos de resolver em dois anos os problemas acumulados há oito ou nove anos, mas não conseguimos, é impossível», numa declaração à imprensa no final da apresentação do relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, em Lisboa.

«Os cidadãos sabem que não passámos de um país de dificuldades para o país das maravilhas. Há ainda dificuldades», disse o Ministro.

Adalberto Campos Fernandes recordou, contudo, que hoje há mais oito mil profissionais de várias áreas, mais 700 milhões de euros de transferência correntes, e mais mil milhões de euros de capital estatutário nos hospitais do que em 2012.

Melhor em 2017 que em 2016

O Ministro afirmou que o Serviço Nacional de Saúde em 2017 «estava melhor do que em 2016 e do que 2015», havendo mais profissionais, mais acesso ao medicamento, mais cirurgias e consultas.

Portugal viveu «quatro a cinco anos de privação extrema e humilhante para a soberania nacional», sendo «insensato» imaginar que em dois anos seria possível «repor os défices de investimento que se acumularam», disse.

O Ministro sublinhou que o Governo «sempre tem dito» que está a trabalhar «ao ritmo que o País permite», estimando que sejam precisos entre seis ou sete anos de trabalho no setor da saúde para atingir uma situação satisfatória.

Campos Fernandes referiu que se criaram algumas expectativas devido ao facto de o Governo estar funções há mais de dois anos, mas «quando se faz política pensando no curto prazo não se serve o País». 

«É preferível que os governos tenham ciclos de menos popularidade e até de alguma incompreensão, mas que fixem o seu pensamento no médio e longo prazo», disse.