Hospital Central do Alentejo é apresentado «com o cheque à vista» - XXI Governo - República Portuguesa

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2019-01-11 às 18h06

Hospital Central do Alentejo é apresentado «com o cheque à vista»

Apresentação do projeto de financiamento do novo Hospital Central do Alentejo
Primeiro-Ministro António Costa e Ministra da Saúde, Marta Temido, à chegada para a apresentação do projeto do novo Hospital Central do Alentejo, Évora, 11 janeiro 2019
O projeto do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, foi apresentado «com o cheque à vista para não haver mais problemas» que adiem a sua construção», disse o Primeiro-Ministro António Costa, na apresentação do projeto do hospital.

O Primeiro-Ministro explicou que o projeto de financiamento do novo hospital só foi apresentado agora porque houve que esperar pela «renegociação da reprogramação dos fundos» do Portugal 2020.

O programa inicial «Portugal 2020 não previa o financiamento para a construção deste hospital», disse, acrescentando que a reprogramação, concluída em dezembro, permitiu «pegar nos fundos que tinham outros objetivos e alocá-los a este objetivo».

Na sua intervenção, o Primeiro-Ministro referiu que, apesar de o Governo estar agora a lançar a nova unidade hospitalar, ao longo dos últimos três anos, «só nestas instalações (do Hospital do Espírito Santo), já foram investidos 9,6 milhões de euros».

Este esforço financeiro «não resolveu os problemas, porque, como vemos, continuamos a necessitar do novo hospital», disse., na sessão de apresentação em que também discursou a Ministra da Saúde, Marta Temido.

O concurso para a empreitada será lançado até maio deste ano, devendo o novo hospital começar a funcionar até dezembro de 2023.

A empreitada conta com financiamento do programa Portugal 2020, através de apoios do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no valor de 40 milhões de euros.

O novo hospital, que será construído na periferia de Évora, será um edifício que ocupará 1,9 hectares e que terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487 camas.

A futura unidade vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas.

A infraestrutura contará com 11 salas operatórias, das quais três para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e duas para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.