Eleição de Mário Centeno significa «o reconhecimento da credibilidade internacional de Portugal» - XXI Governo - República Portuguesa

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2017-12-04 às 20h35

Eleição de Mário Centeno significa «o reconhecimento da credibilidade internacional de Portugal»

Primeiro-Ministro António Costa mostra a sua satisfação pela eleição de Mário Centeno para presidente do Eurogrupo, Rabate, 4 dezembro 2017
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a eleição para presidente do Eurogrupo do Ministro das Finanças, Mário Centeno, «significa claramente o reconhecimento da credibilidade internacional de Portugal», numa declaração feita em Rabate, onde copreside à 13.ª Cimeira Luso-Marroquina.

Numa declaração à imprensa, António Costa começou por «enviar ao Professor Mário Centeno um abraço pessoal de muita estima e muita consideração, porque é um momento de reconhecimento das suas qualidades pessoais».

O Primeiro-Ministro sublinhou que «este é um momento importante para todos nós porque significa claramente o reconhecimento da credibilidade internacional de Portugal, numa área tão sensível», como a das finanças públicas «onde passámos com tantos sacrifícios e em que está hoje definitivamente virada a página», acrescentando que «hoje não discutimos mais défices excessivos ou sanções, hoje podemos congratular-nos por vermos o nosso Ministro das Finanças ser eleito presidente do Eurogrupo».

Discussão sobre o futuro do euro

A eleição ocorreu «num momento particularmente importante para o futuro da Europa, porque está aberta a discussão sobre o futuro da zona euro, que desde de sempre definimos como prioritário e em que queríamos participar ativamente, e tendo a presidência do Eurogrupo podemos fazê-lo de uma forma mais qualificada».

Com a presidência, Portugal pode contribuir «para o que é essencial, que é aproximar todos os países, os do norte, os do sul, os do leste, os do oeste, das diferentes famílias políticas, tendo em vista que a zona euro possa continuar a ter finanças públicas sólidas, mas que dê prioridade ao crescimento, ao emprego, ao reforço da coesão e da convergência económica que é absolutamente essencial para o nosso futuro», sublinhou o Primeiro-Ministro.

António costa disse que «temos que acabar com a ideia de que a Europa é algo distante, que está em Bruxelas e que toma decisões unilaterais que se opõem aos países. Não é assim: a Europa é formada por 28 países, a zona euro é formada por 19 países e as decisões, neste caso, são tomadas a 19. Nós somos um dos 19 e queremos ser parte ativa». 

«A presidência do Eurogrupo não substitui o trabalho que é preciso fazer com os outros 18, mas num momento em que a Comissão Europeia vai apresentar propostas, em que todos os países têm vindo a contribuir com propostas e quando o próximo semestre vai ser muito marcado por este debate, ter a presidência coloca-nos numa posição estratégica para sermos o que sabemos ser bem, que é construtores de consensos, de maiorias e de soluções que procurem unir todos», disse. 

Caminho percorrido

O Primeiro-Ministro afirmou ainda que «a presidência do Eurogrupo também é importante do ponto de vista simbólico», tanto mais que nós viemos de uma situação em que o País esteve em procedimento por défice excessivo, esteve sob a ameaça de sanções, de uma situação em que muitos achavam que, com esta maioria parlamentar estava em risco a credibilidade externa do Estado, que iriamos assustar os investidores e as agências de rating».

«A verdade é que temos tido o maior aumento de investimento privado dos últimos 18 anos, as agências de rating tem vindo a rever em alta a sua apreciação de Portugal, temos vindo a reduzir as taxas de juro que pagamos, tivemos o défice mais baixo da nossa democracia, e conseguimos todos estes resultados melhorando o rendimento das famílias, as condições de investimento das empresas, ter maior crescimento económico, maior criação de emprego, maior redução da desigualdade», disse.

António Costa afirmou que estes resultados significam «que as políticas que temos adotado têm vindo a produzir bons resultados, e seguramente que se não tivéssemos bons resultados o presidente do Eurogrupo não seria o Ministro das Finanças de Portugal».

O que o Governo tem feito ao longo destes dois anos é «trabalhar para que Portugal possa estar de cabeça erguida, possa participar ativamente, entre iguais», recordando que «tem sido sempre reconhecido pelos nossos parceiros que Portugal tem sido um parceiro leal, construtivo no desenvolvimento do projeto europeu», disse ainda.