Economia e universidades devem promover língua portuguesa - XXI Governo - República Portuguesa

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2017-11-03 às 12h48

Economia e universidades devem promover língua portuguesa

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, discursa na posse do presidente do instituto Camões, Luis Faro Ramos, Lisboa, 3 novembro 2017 (foto: Nuno Fox/Lusa)
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que o setor económico e as universidades devem assumir um papel na promoção da língua portuguesa, tendo em conta que a língua representa 17% do Produto Interno Bruto.

Na cerimónia de posse do novo presidente do instituto Camões, Luís Faro Ramos, em Lisboa, o Ministro referiu que «é preciso interessar a economia, as universidades e outros agentes nesta promoção conjunta da língua portuguesa».

Augusto Santos Silva acrescentou que o instituto Camões não deve ter o monopólio da promoção da língua portuguesa e das culturas de língua portuguesa mas que se deve assumir como «agente principal de promoção internacional do português, das literaturas e das culturas de língua portuguesa».

O objetivo essencial será «promover o português como uma das grandes línguas globais de hoje», disse Augusto Santos Silva.

Valorização da língua portuguesa

O Ministro dos Negócios Estrangeiros reiterou a meta de fazer da língua portuguesa uma língua «cada vez mais valorizada como língua estrangeira nos currículos do maior número possível de países».

«Procuramos que a língua que os filhos das nossas comunidades estudam seja uma língua que eles estudem não por ser uma língua do gueto, que eles não são, não por ser uma língua regional, que não é, mas por ser uma língua de herança e uma das grandes línguas globais do mundo de hoje», acrescentou.

Cooperação interministerial 

A parceria entre as áreas dos Negócios Estrangeiros e da Cultura no programa de ação cultural externa foi destacado pelo Ministro, que apontou um novo passo a tomar que junte «esforços de outras áreas, designadamente da Economia, e também outros agentes ligados à cultura, sobretudo fundações».

«A cooperação deve ir de mãos dadas com os outros fatores do desenvolvimento, designadamente o crescimento económico e as condições de inovação tecnológica e de criação de emprego», afirmou Augusto Santos Silva.