D. Rui Valério é o novo Capelão-Chefe da Igreja Católica - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-12-03 às 21h56

D. Rui Valério é o novo Capelão-Chefe da Igreja Católica

Ministro da Defesa Nacional e Ministro da Administração Interna na tomada de posse de D. Rui Valério, Lisboa, 3 dezembro 2018
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, presidiram à cerimónia de tomada de Posse do Capelão-Chefe da Igreja Católica, D. Rui Valério, em Lisboa.

D. Rui Manuel Sousa Valério, de 53 anos, foi nomeado no dia 27 de outubro de 2018, pelo Papa Francisco, como Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança em Portugal, sucedendo assim, a D. Manuel Linda, atual bispo do Porto. 

«A função de Capelão-Chefe representa um compromisso de significativa responsabilidade: o compromisso de garantir a assistência religiosa a quem a requeira. E nunca é por demais recordar a especificidade das Forças Armadas, uma instituição que por inerência manifesta disponibilidade de colocar vidas em risco para cumprir a sua missão de serviço ao País», afirmou João Gomes Cravinho.

O Ministro da Defesa Nacional destacou o «reconhecimento da plena liberdade de consciência de todos os militares e todos que, por vínculo da lei civil, se encontram ao serviço das Forças Armadas e de Segurança», acrescentando que  «o provimento do cargo de Capelão-chefe espelha uma confluência da Lei de Liberdade Religiosa e da Concordata com a Santa Sé, dando assim corpo à nova configuração da assistência religiosa nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança» . 

«Se por um lado, é um facto, temos um bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança que é nomeado pelo Direito Canónico, também é um facto que é pelo Direito Civil, que compete a mim e ao meu colega da Administração Interna nomearmos e darmos posse ao Capelão-Chefe da Igreja Católica», disse João Gomes Cravinho.

O Ministro da Administração Interna, por sua vez, referiu a honra por participar na designação de D. Rui Valério, com a «consciência» de que a «história deste País» não pode esquecer «os quase nove séculos de História em comum» desde a fundação da nacionalidade até hoje e que «tem permitido uma exemplar relação, entre aquilo que é o Estado Português e o papel da Igreja.»

Eduardo Cabrita destacou o facto da Conferência Episcopal Portuguesa ter «proposto um missionário para o exercício desta função» que «num quadro de proximidade e partilha» são a garantia de que as Forças de Segurança terão um bispo «próximo dos 45 mil homens e mulheres que, em todo o território nacional, numa dimensão de proximidade, na Guarda Nacional Republicana e na Polícia de Segurança Pública, garantem a segurança e o bem estar dos portugueses.»