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Notícias

2019-04-08 às 18h18

Comunidades ciganas vivem «momento ímpar» na área da igualdade de oportunidades

Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, na cerimónia que assinalou o Dia Internacional das Pessoas Ciganas, Lisboa, 8 abril 2019 (DR)
«Vivemos hoje um momento ímpar de e para as pessoas ciganas e para as suas comunidades no País, que é de todos. Com áreas, obviamente a melhorar, mas sempre com trabalho comum», afirmou a Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro.

Estas declarações foram feitas na cerimónia que assinala o Dia Internacional das Pessoas Ciganas, celebrado a 8 de abril, onde foram conhecidos os projetos vencedores do Programa de Apoio ao Associativismo Cigano 2019, em Lisboa.

«Esta cerimónia serviu igualmente para celebrar os cidadãos e cidadãs que agarram o seu destino em conjunto», acrescentou a Secretária de Estado, sublinhando: «É muito importante que comunidades ciganas e não ciganas continuem unidas e que as próprias pessoas ciganas se mantenham unidas no sentido de enfrentarem os vários desafios que têm pela frente».

No âmbito do Programa de Apoio ao Associativismo Cigano 2019 foram escolhidos oito projetos, mais dois do que em 2018, tendo ainda aumentado a verba disponível, que passou de 30 mil euros (em 2018) para 32 mil euros (em 2019).

Objetivo do Dia Internacional das Pessoas Ciganas

«Os ciganos têm uma história de vários séculos, tendo saído da Índia há cerca de mil anos, e estando presentes em Portugal há 500 anos, apesar de só serem considerados cidadãos de pleno direito desde 1822», lembrou Rosa Monteiro.

A Secretária de Estado realçou que a história destas pessoas tem sido «feita de marginalização, discriminação e segregação, mas também de superação, resistência e resiliência, combate e de preservação da memória e da identidade».

O Dia Internacional das Pessoas Ciganas «serve para celebrar culturas e pertenças comuns e diferentes, não esquecendo a intolerância e a exclusão que ainda justificam que se assinale a efeméride», disse Rosa Monteiro.

Na área do trabalho, a Secretária de Estado afirmou que se estima que tenham sido criadas oportunidades de emprego efetivo para, pelo menos, 36 pessoas ciganas, através do Programa de Mediação Municipal ou do Programa Escolhas.

Foi ainda atribuído, pela primeira vez, o prémio «Observatório das Comunidades Ciganas Empresas Integradoras», entregue à empresa Dst Group pelos seus valores e práticas de integração laboral de pessoas ciganas. A Dst Group é uma empresa portuguesa cuja atividade principal é na indústria da engenharia e da construção civil.