Completar união económica e monetária é contribuir para convergência das economias e sociedades europeias - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-01-17 às 13h24

Completar união económica e monetária é contribuir para convergência das economias e sociedades europeias

Primeiro-Ministro António Costa recebido pelo Primeiro-Ministro da Eslovénia, Miro Cerar, para reunião de trabalho, Liubliana, 17 janeiro 2018
Primeiro-Ministro António Costa com o Primeiro-Ministro da Eslovénia, Miro Cerar, após reunião de trabalho, Liubliana, 17 janeiro 2018
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que completar a união económica e monetária é o melhor contributo para a convergência real das economias e sociedades europeias, durante uma declaração conjunta com o Primeiro-Ministro da Eslovénia, Miro Cerar, em Liubliana.

Completar a união económica e monetária «é uma questão chave para a estabilidade da zona euro e esta é uma boa janela de oportunidade: todos os países estão a sair dos Procedimentos por Défice Excessivo, todos estão a crescer economicamente, todos estão a criar emprego, não há neste momento nenhuma crise iminente, e portanto é uma boa altura para resolver os problemas estruturais que ainda existem», acrescentou.

O Primeiro-Ministro Miro Cerar, que recebeu o Primeiro-Ministro português para uma visita oficial de um dia, afirmou que Eslovénia e Portugal «têm pontos de vista semelhantes» nesta matéria como noutras, sublinhando também a importância da política de coesão com vista a uma maior convergência.

Liberdade de circulação

Na declaração conjunta, António Costa e Miro Cerar manifestaram posições convergentes na necessidade de preservar e proteger o espaço de livre circulação, conhecido por espaço Schengen. Este espaço foi alargado a vários países da Europa de Leste, recentemente entrados na União Europeia durante as presidências da UE da Alemanha, de Portugal e da Eslovénia, entre 2007 e 2008.

«Em 2007-2008 o trio de presidências Alemanha-Portugal-Eslovénia conseguiu grandes resultados. O Tratado de Lisboa foi um deles, mas talvez até mais importante para a vida e dia-a-dia dos cidadãos tenha sido o alargamento do espaço Schengen a países como a Eslovénia precisamente no final de 2007», disse António Costa. 

«E se há algo que hoje é motivo de preocupação para todos é ver que alguns países na Europa que nessa altura festejaram com tanta alegria a abertura das suas fronteiras sejam agora dos países que nem sempre são os primeiros defensores da livre circulação no seio da União Europeia», disse.

António Costa afirmou que é «absolutamente fundamental» recuperar «esse espírito de unidade» de 2007 e apontou que Portugal e Eslovénia dão um bom exemplo desse sentido de unidade.

Os dois países, «apesar de geograficamente estarem em zonas diferentes da União Europeia, partilham valores idênticos», como o da liberdade, «que é tão importante em 2007 como hoje ou com será em 2021», ano em que a presidência do Conselho da UE estará a cargo de Portugal e da Eslovénia.

Presidência da União Europeia

Os dois Primeiros-Ministros começaram, nesta reunião, a preparação da Presidência do Conselho da União Europeia, que exercerão em 2021, num trio formado ainda pela Alemanha, afirmando a sua vontade de repetir o sucesso da experiência anterior.

António Costa disse que com três anos de antecedência é altura de começar a trabalhar em conjunto para definir as prioridades e gerir os dossiês daquela que será a quarta presidência portuguesa da União Europeia e a segunda da Eslovénia, e pela segunda vez no formato de trio destinado a garantir a continuidade de esforços e políticas, como sucedeu entre 2007 e 2008.

O Primeiro-Ministro esloveno disse esperar que o trio de presidências da UE «seja tão bem sucedido com o anterior», apontou que Eslovénia e Portugal são «países amigos, membros da UE e aliados na NATO, com relações muito amistosas», que podem ser ainda mais desenvolvidas.

Relações bilaterais

O Primeiro-Ministro português afirmou que o desejo de ambos «é que as relações entre os dois países possa ser cada vez mais próxima e ativa». «Vemos com grande otimismo a oportunidade de reforço da cooperação bilateral», disse.

António Costa apontou «a área da industrial automóvel, a área farmacêutica e a área das novas tecnologias» como exemplos de domínios nos quais pode ser aprofundada a relação bilateral. O Primeiro-Ministro foi acompanhado, nesta visita, pelo presidente da AICEP (Agência para a Internacionalização e Comércio Externo de Portugal), Luís Castro Henriques. 

O Primeiro-Ministro foi ainda recebido pelo Presidente da Assembleia Nacional, Milan Brglez, e pelo Presidente da República, Borut Pahor.