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Notícias

2019-04-05 às 17h26

Combate à violência doméstica implica «mudança nas atitudes e nos comportamentos»

Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, na cerimónia de assinatura de protocolos da nova geração para a Territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, Faro, 5 abril 2019
A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, afirmou que o combate à violência doméstica não se esgota na rede de apoio e implica também «uma mudança nas atitudes e nos comportamentos».

Na cerimónia de assinatura de protocolos da nova geração para a territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, em Faro, a Ministra salientou a importância da dimensão da educação neste tema.

Mariana Vieira da Silva sublinhou que, em 2018, houve mais de 26 mil participações às forças de segurança por violência doméstica, sendo o terceiro crime mais participado em Portugal. «Estamos a falar de uma coisa que acontece todos os dias, muitas vezes à nossa porta, com os nossos vizinhos e as pessoas com quem trabalhamos», acrescentou.

O Algarve, por exemplo, registou uma média de quatro casos reportados por dia em 2018. A Ministra referiu que «existem desigualdades no território» mas frisou a importância de não olhar para esta questão de forma «excessivamente desigual».

Os protocolos assinados em Faro envolvem 17 municípios e mais de 70 entidades parceiras de diferentes áreas governamentais, nomeadamente, cidadania e igualdade, educação, emprego, segurança, justiça, reinserção social, saúde e segurança social.

Com a celebração destes acordos, todo o território do Algarve passa a ter respostas de atendimento especializado a vítimas de violência contra as mulheres e violência doméstica. Estão envolvidos todos os 16 municípios do Algarve e o município alentejano de Odemira, onde está sediada a Organização Cooperativa para o Desenvolvimento do Concelho de Odemira (TAIPA), uma das associações envolvidas no projeto, a par da APAV.

O Algarve passará a ter também um modelo de itinerância, permitindo a deslocação das equipas aos locais mais próximos de cada centro, de acordo com as necessidades verificadas.