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Notícias

2015-12-13 às 12h34

Acordo de Paris adota medidas de combate ao aquecimento global

Os representantes das nações presentes na Cimeira do Clima chegaram a um consenso que se apresenta como um novo Acordo Internacional que, num esforço coletivo, irá tentar conter o aumento da temperatura do planeta, refere o Ministério do Ambiente em comunicado, acrescentando que «o Acordo de Paris é equilibrado, justo, duradouro e ambicioso».

O Ministério sublinha que se trata «de um Acordo verdadeiramente global e que demonstra que é possível, no contexto de um processo multilateral, alcançar um resultado verdadeiramente transformador e histórico».

Após duas semanas de intensas negociações, as 195 nações presentes na Cimeira do Clima comprometeram-se a:

  • Reduzir de forma significativa o uso de combustíveis fósseis e apostar nas emergias renováveis;
  • Reafirmar o objetivo dos 2ºC e prosseguir todos os esforços no sentido de limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC;
  • Esbater de forma muito significativa as questões de diferenciação que marcavam a Convenção e o Protocolo de Quioto, permitindo que todos os países contribuam, na medida das suas possibilidades, para a resposta a este desafio.
  • Estabelecer ciclos de submissão de contribuições por parte de todos os países em ciclos de 5 anos.
  • Estabelecer a possibilidade de cooperação internacional recorrendo a mecanismos de mercado;
  • Reafirmar os compromissos de apoio aos países em desenvolvimento provenientes de várias fontes, públicas e privadas, responsabilizando os países na mobilização de financiamento para dar resposta às medidas necessárias, de mitigação e de adaptação.

O Acordo «marca uma mudança de paradigma na implementação da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas com o reconhecimento explícito de que apenas com o contributo de todos é possível vencer o desafio das alterações climáticas».

«Este é um Acordo que renova a esperança no multilateralismo e aponta para a necessidade de uma descarbonização profunda da economia mundial», refere o comunicado, acrescentando que também «estabelece uma nova arquitetura para o combate às alterações climáticas que é verdadeiramente global, equilibrado, ambicioso e duradouro».