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Intervenções

2017-09-29 às 14h28

Secretário de Estado do Emprego sobre os dados do mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística

Os dados divulgados hoje pelo INE, que dão conta de uma taxa de desemprego definitiva de 8,9% em julho, são dados muito positivos, que aprofundam aquela que tem sido a tendência muito sustentada do mercado de emprego no último ano e meio.
 
Durante alguns anos tivemos uma recuperação do mercado de trabalho baseada fundamentalmente na diminuição do desemprego, mas sem conseguir criar emprego líquido. Agora estamos claramente a entrar numa fase muito diferente, baseada na criação de emprego, acrescentando postos de trabalho. Basta olhar para os dados no último ano: em julho de 2016 a taxa de desemprego estava nos 10,9%. Um ano depois, de acordo com os dados definitivos que o INE acaba de publicar, estamos com 8,9%. E com uma criação líquida de emprego na ordem dos 150 mil postos de trabalho, o que é muitíssimo no espaço de um ano. 

Verificamos também que no desemprego jovem, que é um segmento particularmente complexo no mercado de trabalho, há um ano a taxa estava nos 27,1% e agora recuou para os 23%. 

Estamos a assistir a uma melhoria muito consolidada dos indicadores do emprego em linha com aqueles que são os resultados do crescimento económico, o que é sem dúvida o resultado de uma mudança muito grande na sociedade portuguesa do ponto de vista da confiança dos diferentes agentes. 

Quando olhamos para os índices de confiança dos investidores, dos empresários e também dos consumirdes, encontramos níveis de confiança que estão em máximos históricos e isto dá condições para que se crie mais emprego, para que se crie emprego de maior qualidade. 

Porque não é só o emprego precário que tem crescido, também o emprego permanente tem crescido, o que quer dizer que os empresários têm confiança na estabilidade da recuperação e isto tem muito a ver com a estratégia política que tem sido seguida da devolução de rendimentos, da garantia de um conjunto de instrumentos de estabilidade que não existiam anteriormente. 

A expectativa do Governo é de que possamos continuar com uma trajetória de recuperação do mercado de emprego. Do ponto de vista do comportamento de longo prazo do mercado de trabalho, temos confiança de que com as condições de políticas públicas que estão a ser criadas, com as mudanças feitas na políticas ativas de emprego, hoje muito mais direcionadas para o emprego permanente e com os progresso que têm existido na negociação coletiva, esta trajetória de recuperação do mercado de trabalho sustentada possa prosseguir e é para isso que trabalharemos.