Intervenção do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social no debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2018 - XXI Governo - República Portuguesa

Intervenções

2017-11-03 às 15h51

Intervenção do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social no debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2018

«Este orçamento é um orçamento de reforço do estado social.

De reforço claro e inequívoco da proteção social.

Reforço que para nós tem de ser entendido, nas suas dimensões fundamentais, na melhoria da eficácia das políticas públicas e na defesa da sua sustentabilidade.

As políticas sociais exigem esse duplo critério de credibilidade: de melhorarem as condições de vida e de bem-estar dos cidadãos, especialmente dos mais frágeis, e de garantirem um horizonte de estabilidade e de segurança no médio e longo prazo.

Mas esta construção, exigente e complexa, depende fortemente da concretização dum pilar primeiro de todas as políticas sociais - o da criação de emprego, o da redução do desemprego, o da criação de confiança sobre o desenvolvimento do mercado de trabalho.

E os dados, desse ponto de vista, são indiscutíveis e resistem a qualquer mau estar das oposições.

Desde Dezembro de 2015 o emprego cresceu 227,5 mil postos de trabalho;

O desemprego tem o seu valor mais baixo desde 2004, e a taxa de desemprego tem o valor mais baixo desde junho de 2008;

Pela primeira vez desde 2008, a taxa de desemprego situou- se em junho de 2017, abaixo da média da zona euro;

O desemprego jovem fixou-se em agosto nos 24,8%, o valor mais baixo desde agosto de 2009.

A taxa de desemprego de longa duração situou-se nos 5,2% no 2º trimestre, descendo mais de dois pontos, em apenas um ano.

O emprego criado no último ano foi maioritariamente emprego duradouro, correspondendo este emprego a mais de 90% da criação líquida de emprego.

Estes dados são claramente, o resultado de novas opções, de novas políticas, e de uma nova confiança. São o mais importante resultado de uma mudança indiscutível, e são o sinal mais forte de que estamos a trilhar um novo caminho.»

Leia a intervenção em anexo