Intervenção do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas na Cimeira do Turismo Português - XXI Governo - República Portuguesa

Intervenções

2018-09-27 às 16h25

Intervenção do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas na Cimeira do Turismo Português

(...) os apoios do Portugal 2020 têm assumido uma importância determinante, estando aprovados investimentos empresariais da ordem dos 800 M€ na área do Turismo, que beneficiam de apoios de mais de 360 M€ de fundos europeus. A estes apoios acrescem os mais de 40 M€ que o Portugal 2020 já aprovou para ações de promoção turística, essenciais para dinamizar a procura direcionada ao nosso país.

Estes e outros aspetos contribuem para a situação muito favorável que o setor turístico tem vivido, registando um assinalável crescimento no número de turistas, hóspedes e receitas ao longo dos últimos anos. (...)

Este crescimento andou a par com o aumento do número de passageiros nos aeroportos nacionais, com crescimentos sucessivos de dois dígitos, o que criou pressão sobre as infraestruturas aeroportuárias, mas trouxe indiscutíveis benefícios para a atividade económica e o emprego.

Esta pressão sobre os aeroportos faz-se sentir em todo o país, tendo sido desencadeadas relevantes medidas para lhe fazer face, como sucedeu no Aeroporto de Faro, que foi objeto de um investimento de 36M€ que operou uma profunda modernização do terminal de passageiros, fazendo com que os utilizadores sentissem que praticamente estavam num Aeroporto novo.

É o caso, também, do Aeroporto Sá Carneiro, no qual estão em curso importantes obras destinadas a aumentar a capacidade do Aeroporto, que passa de 20 para 32 voos por hora.

É o caso, ainda, do Aeroporto Humberto Delgado, no qual a pressão do crescimento se faz sentir de forma particularmente mais intensa.

É isso que sucede, exatamente, com o Aeroporto de Lisboa, que nos últimos 4 anos registou um crescimento de 66%, o que, apesar das obras de modernização e expansão que foram sendo feitas, o colocou próximo do seu limite de capacidade.

Ainda assim, essas intervenções têm permitido ao Aeroporto continuar a crescer, com este ano a voltar a registar um crescimento de dois dígitos (11% até ao final de agosto).

Mas as perspetivas de crescimento futuro, incluindo por parte das companhias aéreas que estão a realizar importantes encomendas de novos aviões (a TAP e muitas outras que operam no nosso país), requerem uma solução mais estrutural, que não conseguirá ser atingida com o tipo de soluções que têm sido implementadas. (...)

Mas a solução para aumentar a capacidade aeronáutica na Região de Lisboa será, o Montijo, estando o Governo e a ANA prestes a finalizar todo o processo de viabilidade técnica e financeira do investimento, assegurando ao mesmo tempo que salvaguardaremos todas as condicionantes ambientais.

Mas a solução não se resume ao Montijo, nem estará operacional apenas com a entrada em funcionamento do Montijo.

A solução passará, também, pela ampliação do Aeroporto Humberto Delgado, que se manterá como o Aeroporto principal da Região de Lisboa.(...)

Deste modo – com as intervenções no Aeroporto Humberto Delgado, a construção de um Aeroporto Complementar no Montijo e as mudanças no Espaço Aéreo – atendemos às necessidades imediatas, ao mesmo tempo que damos resposta aos desafios de longo-prazo, resolvendo as necessidades de crescimento de tráfego para as próximas décadas.

Leia a intervenção na íntegra