Intervenção do Ministro da Cultura na apresentação da descoberta de um naufrágio, à entrada da barra do Rio Tejo, de uma nau da Carreira da Índia - XXI Governo - República Portuguesa

Intervenções

2018-09-24 às 16h39

Intervenção do Ministro da Cultura na apresentação da descoberta de um naufrágio, à entrada da barra do Rio Tejo, de uma nau da Carreira da Índia

Hoje celebramos o Património Cultural Subaquático. E em particular o património cultural subaquático de origem portuguesa.

Fazemo-lo, afortunadamente, através de uma magnífica descoberta no Ano Europeu do Património Cultural.
Há muito que para os especialistas a Barra do Tejo é considerada uma das maiores concentrações de naufrágios do Mundo.

A descoberta do naufrágio da nau da Carreira da Índia, à entrada da Barra do Tejo, que hoje aqui nos reúne constitui, uma prova cabal daquela afirmação e, portanto, doravante um enorme desafio. Para o conhecimento do século XVII, para a implantação de boas práticas de investigação científica, para o incremento das relações interinstitucionais.

Trata-se, como foi já tornado público, da maior descoberta no âmbito da Arqueologia subaquática portuguesa deste século em território nacional. Não apenas pelo reconhecimento dos vestígios de um naufrágio de um navio-bandeira associado à Carreira da Índia, mas sobretudo pelo seu estado de conservação, contribuindo assim para o estudo e aprofundamento da História económica global dos inícios do século XVII, bem como dos fundamentos da construção naval ibérica, e ainda dos hábitos do quotidiano da vida a bordo de uma nau em torno de 1625.

A descoberta que hoje assinalamos, nos moldes em que foi realizada sublinhe-se, resultou do trabalho continuado e persistente da equipa que, desde 2009, subscreveu o pioneiro projecto de carta arqueológica subaquática do litoral do concelho de Cascais, actualmente enquadrado pelo segundo projecto de investigação plurianual em arqueologia – PROCASC – aprovado pela Direcção-Geral do Património Cultural em 2016 e, destaquemos o facto, distinguido como exemplo de Boas Práticas pela UNESCO – cuja Convenção para a Salvaguarda do Património Arqueológico Subaquático de 2001, foi ratificada pelo Estado Português em 2006.

Leia a intervenção na íntegra