Coleção Miró, 7 setembro 2017
 
2017-09-07 às 21:46

RESIDÊNCIA OFICIAL DO PRIMEIRO-MINISTRO VAI RECEBER EXPOSIÇÕES DE ARTE

O Primeiro-Ministro António Costa anunciou que a residência oficial do Primeiro-Ministro passará a ter exposições de arte contemporânea a partir de 5 de outubro, na inauguração oficial da exposição «Joan Miró: Materialidade e Metamorfose», no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

O Primeiro-Ministro afirmou que a presença de exposições artísticas na residência oficial insere-se no esforço do Governo para valorizar a área da cultura. A primeira entidade a apresentar a sua coleção é a Fundação de Serralves.

Nos anos seguintes, haverá outras entidades, incluindo privadas, a divulgarem as suas coleções de arte na residência oficial do Primeiro-Ministro.

Coleção Miró

O Primeiro-Ministro – que foi acompanhado pelo Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, e pelo comissário da exposição, Robert Lubar Messeri –, recordou o movimento da sociedade civil que se levantou contra a saída da coleção do País, referindo a importância da sua manutenção em Portugal.

António Costa apontou, como outro exemplo, a decisão, anunciada pelo Governo, de adquirir os seis quadros da pintora Vieira da Silva à família Jorge de Brito, «garantindo que o património cultural público do País seja valorizado», permanecendo no museu da pintora, em Lisboa, onde já se encontravam em exposição permanente.

O Primeiro-Ministro referiu que «o acolhimento da Coleção Miró em Serralves permitirá reforçar a sua dimensão internacional», pois «a Fundação de Serralves tem uma maior valia cultural e é referência não só a nível nacional, mas também internacional».

«Uma das maiores incorporações no património nacional»

O Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, afirmou que a exposição da Coleção Miró mostra «o culminar de um longo processo de regularização da sua incorporação no património nacional».

Castro Mendes disse também que «esta será uma das maiores incorporações de bens artísticos nas coleções nacionais de que há memória, desde a implantação da República».

A coleção era propriedade do ex-Banco Português de Negócios (BPN), nacionalizado em 2008, e que esteve para ser vendida em 2013 para abater a dívida do banco, tendo o XIX Governo feito um acordo com uma leiloeira internacional.

Em março de 2016, o Governo chegou a acordo com a leiloeira para revogar o contrato de venda da coleção, decidindo posteriormente que esta ficaria no Porto, entregando-a à guarda da Fundação de Serralves. Em setembro de 2016, a Câmara Municipal do Porto anunciou que a coleção permaneceria na Casa de Serralves.

A exposição do Palácio da Ajuda integra as 85 peças da Coleção Miró. A coleção abarca um período de seis décadas da carreira de Joan Miró (1893-1983), de 1924 a 1981.

Esta coleção já foi exibida em Serralves, no Porto, e estará no Palácio da Ajuda até 8 de janeiro.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa na inauguração da exposição da Coleção Miró, Lisboa, 7 setembro 2017

Tags: primeiro-ministro, Arte, cultura

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