Feira Agricola do Norte, 31 agosto 2017
 
2017-08-31 às 17:07

CRESCIMENTO CONTINUADO DA ECONOMIA MOSTRA QUE «ESTAMOS NO BOM CAMINHO»

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o crescimento continuado da economia «é muito encorajador», mostrando que a política do Governo, «quer no emprego, quer no crescimento, quer nas exportações, quer sobretudo no investimento, está a dar muito bons resultados».

O Primeiro-Ministro fez esta declaração durante a inauguração da Feira Agrícola do Norte, AgroSemana, referindo-se ao crescimento do Produto Interno Bruto divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística.

O Produto Interno Bruto cresceu 2,9% no segundo trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior, e 0,3% em relação ao primeiro trimestre do ano corrente.

As contas nacionais trimestrais relativas ao segundo trimestre deste ano, divulgadas pelo INE, apresentam resultados superiores em 0,1% do que a previsão rápida apresentada em meados de agosto, devendo-se o crescimento sobretudo à evolução da procura interna, cujo contributo para o crescimento do PIB foi de 2,8 pontos percentuais.

Crescimento do investimento

António Costa acrescentou que «tão ou mais encorajador do que termos este crescimento neste segundo trimestre é o facto de o investimento ter tido um crescimento superior a 9%, porque este investimento vai representar um aumento da produção», sendo «um indicador avançado do crescimento futuro».

Isto «significa que estamos no bom caminho e é preciso continuar a trabalhar», sublinhou, acrescentando que este crescimento continuado deve motivar, mas não deve deixar o Governo tranquilo.

Este crescimento da economia também «desmente alguns preconceitos relativamente à inversão de políticas iniciadas há ano e meio», disse.

Crescimento acima da União Europeia

O Primeiro-Ministro destacou que «pela primeira vez depois da adesão ao euro, nos últimos nove meses, crescemos acima da União Europeia», acrescentando que o País «não pode aceitar que estes nove meses tenham sido uma exceção», devendo antes ser «o princípio de uma década de convergência» com a União Europeia.

«E temos a oportunidade para o conseguirmos fazer, porque temos o saber, a capacidade de inovação, de produção e exportação que, ao longo destes anos, as nossas universidades e politécnicos, as nossas empresas, o nosso setor público foram criando», disse.

«Temos que olhar para o dia de hoje, mas temos de olhar para o dia depois de amanhã e, por isso, tão importante é executarmos bem» os fundos do Portugal 2020 «como preparar já o pós-2020», porque «há mais vida para além do 2020».

O Primeiro-Ministro disse que as empresas, as instituições e o Estado devem começar já a trabalhar nos projetos de investimento pós 2020, para que não se percam anos na transição de um quadro comunitário para outro.

«Não podemos estar sempre à espera que os regulamentos sejam aprovados em Bruxelas para fazer a seguir. Temos que chegar a Bruxelas com a ideia do que queremos para o futuro», disse.

Para isto, é fundamental que o trabalho de discussão do quadro de financiamento europeu pós-2020 seja alargado ao Conselho Económico Social, à indústria, às universidades, aos politécnicos, e aos autarcas, afirmou António Costa na assinatura do contrato para compra de 188 autocarros verdes para a área metropolitana do Porto.

«Não é cedo, é no tempo certo para que tudo esteja pronto no dia 1 de janeiro de 2021. Para podermos começar a utilizar o próximo ciclo de fundos comunitários, e não desperdiçarmos tempo, como esta vez desperdiçámos, na transição de um quadro para outro, nós temos de nos começar a preparar já», disse, acrescentando que temos de «apressar o trabalho de casa».

Por isto, «é absolutamente essencial que a partir do dia 1 de outubro, com a legitimidade renovada pelas eleições autárquicas, os próximos autarcas sejam parceiros fundamentais no desenho do Portugal pós-2020, desde logo participando na escolha dos responsáveis pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional, de forma a que o próximo quadro comunitário de apoio não seja um quadro desenhado centralmente em Lisboa, não seja um quadro desenhado tecnocraticamente nos gabinetes, mas, pelo contrário, corresponda efetivamente a um grande pacto nacional», afirmou ainda.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa conversa com produtor durante a visita à àgroSemana, Feira Agrícola do Norte, Póvoa de Varzim 31 agosto 2017

Tags: primeiro-ministro, economia, crescimento, investimento

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