Investimento agroalimentar, 15 maio 2017
 
2017-05-15 às 17:39

«CICLO DE DESACELERAÇÃO DE ECONOMIA FOI INVERTIDO»

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que «aquilo que os dados têm consistentemente vindo a demonstrar desde meados de 2016 é que o ciclo de desaceleração da economia foi invertido e tem tido uma aceleração sustentada».

Em Odemira, durante uma visita a uma empresa hortícola, António Costa referiu que o crescimento de 2,8% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2017 face ao período homólogo mostra que «a confiança dos portugueses não era infundada».

«Demonstra que temos tido uma combinação equilibrada de políticas que nos permitiu ter o menor défice e também o maior crescimento dos últimos anos», acrescentou, referindo que os dados «mostram que é possível alcançar melhores resultados» com as opções políticas do presente Governo.

António Costa realçou ainda que os números «confirmam que a prioridade que foi dada à reposição de rendimentos das famílias portuguesas não comprometeu a competitividade, pelo contrário, reforçou a coesão e a confiança, que são indispensáveis ao crescimento».

«Acho que temos boas razões para estarmos confiantes», disse, afirmando que a política que está a ser seguida está adequada e que os dados «são consistentes com o crescimento que o emprego tem tido, com o aumento do investimento, das exportações e com o crescimento sustentado do consumo interno».

Contudo, é preciso «trabalhar para continuar a aumentar o investimento, o emprego, as exportações e reforçar a confiança para ter maior crescimento, melhor emprego e menos desigualdades».

Investimentos agrícolas

O Primeiro-Ministro visitou duas empresas de produtos agrícolas (a Vitacress e a Maravilha Farms), acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, que destacou o crescimento das exportações agrícolas.

A primeira, começou a trabalhar no início da década de 1980, explorando 250 hectares de terrenos agrícolas em várias regiões para produção de vegetais frescos, que embala, transforma em saladas ou em sumos e condimentos, exportando 30% da produção, e empregando 300 pessoas.

A segunda, uma empresa dos Estados Unidos que começou a trabalhar em Portugal há 10 anos, explora 150 hectares de terrenos agrícolas noa Alentejo e Algarve para produção de frutos vermelhos (framboesas, amoras e mirtilos) que embala e exporta na quase totalidade para o Reino Unido, a Irlanda, a Alemanha, a Holanda, a Bélgica o Luxemburgo, e os países nórdicos, empregando 700 pessoas.

Esta empresa apresentou um plano de investimento de 19 milhões de euros nos próximos cinco anos para duplicar a área de produção, com o objetivo de se transformar maior produtor europeu de pequenos frutos, estando a analisar novas áreas para produção de mirtilo.

O seu objetivo é ter 50 milhões de euros de volume de negócios para daqui a cinco anos, tendo terminado 2016 com uma faturação superior a 19,5 milhões de euros.

Sociedade «cosmopolita, aberta e inovadora»

Em Lisboa, durante a abertura de uma conferência promovida pelo Financial Times, o Primeiro-Ministro definiu a sociedade portuguesa como sendo «cosmopolita, aberta e inovadora».

António Costa referiu que «é o contacto entre os diferentes e os que pensam diferente que gera a criação e o novo», enumerando áreas como a arquitetura, culinária e música.

A aposta na educação ao longo de toda a vida foi referida como um investimento prioritário de Portugal ao longo das últimas décadas e o Primeiro-Ministro afirmou ainda que «a tolerância é algo que marca a sociedade e a chave da segurança coletiva em Portugal».

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, conversam com funcionários de empresa hortícola, Odemira, 15 maio 2017

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