O Secretário de Estado da Cultura afirmou que o Património
continuará a ser uma prioridade no próximo orçamento da Cultura,
recusando que possa haver qualquer corte no orçamento desta área.
«É ao património que se destina a maior fatia orçamental da
Secretaria de Estado da Cultura; e é ao Património que se destinará
a maior fatia do próximo orçamento da Cultura», assegurou Francisco
José Viegas na cerimónia que assinalou o Dia Internacional dos
Monumentos e Sítios e que teve lugar no Museu Nacional de
Etnologia.
Francisco José Viegas afirmou ainda que o restauro e a
conservação do Património serão «considerados um desígnio nacional
inegociável» no âmbito do próximo Quadro Comunitário de Apoio e
anunciou que a Secretaria de Estado da Cultura pretende rever os
contornos legais do mecenato cultural «com vista a valorizar os
investimentos no património».
O Secretário de Estado lembrou que «o Estado tem descurado o seu
dever constitucional de proteger e defender o património»,
ignorando as potencialidades económicas e geradoras de emprego que
o investimento na área do património pode significar. «Com o
efeito, o património vai ser, daqui a uns anos, uma das mais
importantes fontes de rendimento para a economia portuguesa»,
acrescentou.
A rota das judiarias, a rota das catedrais, a rota do românico,
a rota dos castelos de fronteira e a das fortalezas militares ou
marítimas foram alguns dos exemplos citados por Francisco José
Viegas para materializar o investimento que está a ser feito pela
Secretaria de Estado da Cultura na área do Património.