Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros,...
 
2012-07-11 às 19:12

«A NOSSA CREDIBILIDADE É A NOSSA MARGEM DE MANOBRA»

«A nossa credibilidade é a nossa margem de manobra. É essencial que Portugal seja visto como parte da solução do problema, e não parte do próprio problema, para o qual não apresente solução», afirmou o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, na sua intervenção no debate do estado da Nação, na Assembleia da República.

Centrando a sua intervenção em algumas questões essenciais, o Ministro referiu ser que Portugal está hoje bem mais longe do precipício à beira do qual se encontrava há um ano, acrescentando que «é notável o esforço que os portugueses têm feito».

Em seguida, Paulo Portas afirmou que «se todas as instituições internacionais dizem que o País está no bom caminho, não faz sentido pensarmos o oposto. Temos o maior orgulho na atitude própria de Portugal e dos portugueses face à crise que vivemos também na Europa», pelo que é possível dizer que a situação financeira portuguesa melhorou.

Face às propostas para desistir neste momento de cumprir o programa de assistência económica e financeira, o Ministro sublinhou: «Não creio que seja prudente fazê-lo. Já foram feitas quatro das nove etapas de avaliação, sendo que todas até agora foram positivas». Paulo Portas referiu ainda a importância de reformas estruturais que o Governo fez ao longo deste ano, exemplificando com a flexibilização das leis laborais e com a nova lei da concorrência.

«Reformar é o único caminho para Portugal ser mais inovador», afirmou o Ministro, acrescentando que a melhor maneira de ajudar os desempregados e os mais pobres é «garantindo que o crescimento económico chegue em 2013, criando condições de emprego». 

«Os portugueses sabem que foi o Estado que criou este problema e que a nossa dignidade depende de um esforço que não pode fracassar, ou ganhamos ou perdemos todos. É por isso que não vale a pena exacerbar divisões, mas todos os dias ter uma prática de diálogo social para resolver problemas importantes».

Paulo Portas afirmou também que «o que mais precisamos é de uma nação que se une na sua atitude, que valorize o melhor do seu potencial, numa palavra, de uma nação que se exprima com uma indomável vontade de vencer esta crise».

E concluiu: «Os portugueses que trabalham e os portugueses que sofrem são os mais realistas: querem que este período termine o quanto antes e que Portugal seja um país solvente e atraente. O realismo pode resolver os problemas de Portugal, a utopia não resolverá certamente».

Tags: parlamento, estado da nação

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