O Governo português apenas reconhece e apoia as autoridades
legitimamente eleitas da Guiné-Bissau, afirmou o Ministro de Estado
e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, após um encontro com o
Primeiro-Ministro guineense, Carlos Gomes Júnior.
Para o chefe da diplomacia portuguesa, não é admissível que um
golpe de Estado tente colocar em causa a estabilidade política e
social da Guiné-Bissau, onde um Governo eleito através do sufrágio
universal vinha estreitando laços de cooperação com Portugal.
Paulo Portas afirmou ainda que «todas as informações» de que
Portugal dispõe relacionam o golpe de Estado de 12 de Abril na
Guiné-Bissau com o narcotráfico e que este assunto em concreto vai
ter de ser analisado pelas Nações Unidas, Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa, Comunidade Económica dos Estados da África
Ocidental, União Europeia e União Africana.
«As Nações Unidas sempre se preocuparam que a Guiné não servisse
como interposto de droga», disse Carlos Gomes Júnior, que recordou
que a ONU e a Interpol têm escritórios em Bissau para a
investigação e combate ao tráfico de droga.