«Com certeza que a situação da Grécia para qualquer pessoa
lúcida só pode ser motivo de preocupação. Mas também é preciso
afirmar que as decisões sobre o futuro da Grécia vão ser tomadas
pelo povo grego», sublinhou o ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros Paulo Portas em Bruxelas, no final de uma reunião dos
Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia. O chefe da
diplomacia portuguesa enalteceu a coesão social e estabilidade
política em Portugal, diferenciando o País da Grécia.
«Assinalo pela positiva - porque é nestes momentos que os
portugueses podem medir a diferença - a importância de ter
estabilidade política e não crises permanentes, consenso social e
não sociedade completamente fraturada, e a importância de ter uma
atitude de cumprir para ser visto no mundo como um país cumpridor e
não que hesita» - disse ainda o governante português.
A situação na Ucrânia e na Síria dominaram parte da agenda da
reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros europeus, em
Bruxelas. Portugal manifestou-se contra um boicote aos jogos do
campeonato europeu de futebol na Ucrânia, afirmou o Ministro
dos Negócios Estrangeiros, segundo quem as diferenças
políticas com Kiev devem ser tratadas «noutra sede».
«Para nós, portugueses, há uma coisa que é evidente: o Euro2012
é um evento nacional, tanto para os ucranianos do regime como para
os ucranianos da oposição, é um evento internacional, em que está
envolvido a Polónia, que é um membro da União Europeia, e é um
evento sobretudo desportivo, que não deve, a nosso ver, ser
contaminado pela política», afirmou.