«Este dinheiro [resultante do aumento das contribuições] servirá
para financiar o sistema de Segurança Social», afirmou o Secretário
de Estado da Solidariedade e Segurança Social na sequência da
declaração do Primeiro-Ministro ao País.
Marco António Costa acrescentou que «como é sabido, houve uma
forte quebra das receitas da Segurança Social por diminuição do
emprego e houve um fortíssimo crescimento nos últimos anos da
despesa com o desemprego». Estas declarações foram feitas no Porto,
onde o Secretário de Estado presidiu à inauguração de um lar de
infância e juventude.
Referindo que «este dinheiro ajudará a garantir a fiabilidade
total e absoluta do sistema de Segurança Social e, acima de tudo, a
continuar a existir políticas ativas na área social, que são
fundamentais para o bem-estar», Marco António Costa afirmou que o
Primeiro-Ministro «fez um discurso onde, de uma forma clara e sem
nenhum tipo de truque, explicou aos portugueses o que é que o
Governo iria preparar como medidas para o próximo Orçamento do
Estado».
«Todos temos consciência que encontrámos o País numa situação de
grande sarilho há um ano atrás, era tão grave que tivemos de pedir
ajuda internacional e hoje um dos problemas fundamentais da nossa
sociedade, e que toda a gente tem referido como um dos mais
importantes, é o problema do desemprego».
E concluiu: «Este orçamento inclui uma medida corajosa de largo
fôlego que procura responder ao problema do desemprego», o
Secretário de Estado afirmou também que «a sociedade não pode, por
um lado considerar o desemprego um flagelo social, e quando se
lançam medidas que visam combater de forma estruturada haver uma
reação contrária».