2011-11-17 às 12:00

MONITORIZAÇÃO DE PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS DE AMBULATÓRIO

O relatório de novembro de Monitorização de Prescrição de Medicamentos de Ambulatório - Indicadores Nacionais, Fevereiro a Setembro de 2011, atualiza os dados sobre a penetração da receita electrónica, adicionando uma análise das situações de exceção previstas para as receitas ainda manuais. Detalha a evolução das percentagens de genéricos nos 3 sectores considerados, analisando a proporção de medicamentos genéricos nos principais grupos fármaco-terapêuticos. As principais conclusões do atual relatório são:

1. Entre fevereiro e setembro de 2011, a percentagem de receitas electrónicas em relação ao total de receitas aceites no Centro de Conferência de Facturas, registou um aumento relativo global, que foi mais acentuado (21%) entre julho e setembro (fevereiro: 71%; julho: 75%; agosto: 84%; setembro: 86%). É nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) que se verifica uma maior prescrição por via electrónica, seguindo-se os Hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e por fim a Medicina Privada (setembro 2011: 97%, 95% e 43%, respectivamente). A percentagem do valor comparticipado pelo SNS com receitas electrónicas acompanhou esta tendência; nas prescrições manuais a invocação da exceção por falência do sistema é a mais frequente (30%), seguindo-se o volume de prescrições ≤50 receitas/mês (7%), a prescrição no domicílio (3%) e a inadaptação comprovada do médico (3%).

2. A proporção de embalagens de genéricos sobre total de embalagens que vinha a aumentar de forma tímida (+0,22 a +0,33% por mês) entre fevereiro e julho, teve evolução muito positiva de julho para setembro com taxas de crescimento médias por mês entre os +0,6% e os 1,2% após a obrigatoriedade da receita electrónica. Mantém-se a diferença entre os 3 sectores, encontrando-se em setembro de 2011 em 34% nos CSP, 31% nos Hospitais SNS e 27% no sector de Medicina Privada. Em consonância aumentou expressivamente de julho para agosto a percentagem do valor gasto com comparticipação SNS com medicamentos genéricos em relação ao total.

3. O volume de embalagens no seu total mantém-se estável, sendo o crescimento do total de embalagens de genéricos modesto, o que, associado o decréscimo de gastos com comparticipação pode significar que houve uma poupança para o SNS sem alteração significativa na oferta de medicamentos à população. Este efeito foi sentido em especial no subgrupo de cuidados primários.

4. As percentagens de medicamentos genéricos em cada grupo fármaco-terapêutico são muito diferentes o que pode estar relacionado com a disponibilidade de fármacos genéricos, no entanto, as variações entre sectores para o mesmo grupo fármaco-terapêutico não podem ser explicadas por esse fenómeno e atingem os 18% nalguns casos.

Tags: saúde, medicamentos, genéricos

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