O Ministério da Educação e Ciência felicita os cinco
investigadores portugueses a trabalhar em Portugal que viram o seu
trabalho reconhecido internacionalmente e financiado pelo
prestigiado Conselho Europeu de Investigação (European Research
Council) com cinco Starting Grants, galardões que provam a
competitividade e excelência dos trabalhos em causa.
Manuel Alves, do Departamento de Engenharia Química da Faculdade
de Engenharia da Universidade do Porto, Lino Ferreira, do Centro de
Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, Maria
Ferreira Sales, do Instituto Superior de Engenharia do Porto, Maria
Mota, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa
e Mariana Pinho, do instituto de Tecnologia Química e Biológica da
Universidade Nova de Lisboa, recebem assim um financiamento que
oscila entre os 1,5 e os 2 milhões de euros por projeto.
Para além destes cinco investigadores a trabalhar em Portugal,
foram também reconhecidos os projetos de mais seis investigadores
portugueses a trabalhar no estrangeiro: Paulo Assis do Orpheus
Institute de Estudos Avançados e Investigação em Música; Eugénia
Conceição-Heldt, do Centro de Investigação e Ciências Sociais de
Berlim, Alemanha; Rodrigo Rodrigues, do Instituto Max Planck para
Sistemas de Software, Alemanha; Helder Almeida Santos, da Faculdade
de Farmácia da Universidade de Helsínquia, Finlândia; Cátia Pereira
Antunes, da Faculdade de Humanidades da Universidade de Leiden,
Holanda; e Pedro Carvalho, do Center for Genomic Regulation em
Barcelona.
O Conselho Europeu de Investigação selecionou neste concurso 536
jovens investigadores com currículos que podem ter de dois até 12
anos de trabalho após a conclusão do pós-doutoramento. O montante
atribuído no total é de cerca de 800 milhões de euros.
Para a Comissária Europeia de Investigação, Inovação e Ciência,
Máire Geoghegan-Quinn, «numa economia global baseada no
conhecimento precisamos de ideias novas para competir. O
investimento na investigação de ponta de nível mundial e numa nova
geração de investigadores é uma prioridade para a Europa». A
Comissária frisa que estas bolsas são um incentivo para a fixação
dos melhores talentos no território europeu.
Ainda este ano, em Janeiro, o ERC reconheceu o trabalho de dois
investigadores portugueses com duas Advanced Grants no valor de
cerca de 2,2 milhões de euros cada.