2012-04-24 às 13:03

LEONOR PARREIRA AFIRMA QUE A ATRIBUIÇÃO DE FUNDOS PÚBLICOS DEVE REGER-SE POR CRITÉRIOS EXCLUSIVOS DE QUALIDADE

A Secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira, afirmou que a atribuição de fundos públicos deve reger-se por critérios exclusivos de qualidade e que, num período de «forte instabilidade económica, social e financeira» importa procurar «ativamente fundos de financiamento alternativos aos fundos nacionais da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT)».

«É previsível a reduzida disponibilidade de fundos públicos num período de sofrimento económico para o país», referiu Leonor Parreira, acrescentando que «a própria alocação de fundos comunitários, que são absolutamente essenciais para o sistema de ciência e tecnologia, está sob forte competição interna».

Durante o encontro Ciência 2012: Portugal - Caminhos de Excelência em Ciência e Tecnologia, que decorreu na Gulbenkian, em Lisboa, a Secretária de Estado divulgou dados recentes que indicam que Portugal angariou, entre 2007 e 2011, 300 milhões de euros através do FP7, um programa da União Europeia destinado ao financiamento e à internacionalização da investigação. Dos 300 milhões de euros angariados, o País recuperou apenas 65 por cento da sua contribuição para aquele programa.

Assim, o financiamento médio por proposta portuguesa aprovada, no âmbito do FP7, foi de 0,33 milhões de euros, um valor cerca de 40% inferior à média de outros países.

Leonor Parreira ilustrou estes valores referindo que, por cada euro do FP7 que Portugal capta com o investimento, a Suiça capta os 5,3 euros.

Sobre o «crescimento quantitativo muito significativo» da produção científica e tecnológica atual, a Secretária de Estado referiu que o mesmo «não foi acompanhado de um investimento equivalente, pelo que Portugal continua ainda com um baixo investimento por investigador quando comparado com outros países de referência».

Também o aumento da despesa nacional, nos últimos anos em investigação e desenvolvimento (em 2010 foi de 1,59 em percentagem do PIB), continua «abaixo da média da Europa dos 15, da OCDE e muito abaixo de outros países de referência».

Leonor Parreira apelou ainda para um «esforço coletivo para uma boa execução» em 2012, explicando que e se essa execução for superior a 95% do total do orçamento aprovado, poderá ser mantido o mesmo nível de investimento no sistema, face a 2011.

Tags: educação, ciência, investigação, desenvolvimento

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